- Copom deve manter a estratégia de calibração da política monetária restritiva, aponta o Boletim Macro da FGV Ibre.
- O cenário externo passou a ser mais adverso por causa do choque nos preços do petróleo, em função do conflito entre EUA/Israel e Irã.
- Na reunião anterior, o tema foi reconhecido, mas sem alterar a orientação de iniciar o ciclo de cortes da Selic.
- Nesta edição de abril, há tempo e informação suficientes para incorporar a piora do cenário e seus efeitos nas expectativas além do horizonte relevante.
- O relatório ressalta a necessidade de considerar esse ambiente externo ao delinear a política futura.
O Copom, do Banco Central, deve manter a estratégia de calibração da postura monetária restritiva, segundo o Boletim Macro da FGV IBRE, na edição de abril. O relatório aponta que o cenário externo se tornou mais adverso.
De acordo com pesquisadores, a piora está associada ao choque de preços de petróleo decorrente da escalada entre EUA e Israel e o Irã. Esse processo deve influenciar as projeções para além do horizonte relevante.
O estudo sustenta que a instituição precisa reconhecer esse ambiente externo mais desafiador ao avaliar a trajetória da política monetária. Ainda assim, não se verificou, na edição anterior, uma mudança na estratégia de início de cortes da Selic.
Os autores destacam que houve tempo e informações suficientes para incorporar impactos adicionais dessas novas condições. O objetivo é alinhar as expectativas futuras com a percepção de risco externo.
A análise enfatiza que as decisões de política monetária devem levar em conta a evolução do preço do petróleo e seus efeitos sobre inflação e atividade. O relatório reforça a importância de monitorar cenários geopolíticos e seus impactos no câmbio e no crescimento.
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