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Irmãs e advogado de Maradona vão a julgamento por fraude

Irmãs de Maradona, o advogado e mais três vão a julgamento por suposta administração fraudulenta da marca do astro, em paralelo ao caso da sua morte

Irmãs de Maradona são investigadas por fraude - (crédito: Foto: Reprodução)
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  • Tribunal decidiu levar a julgamento duas irmãs de Maradona, o advogado dele e mais três envolvidos por suposta administração fraudulenta da marca do astro, em julgamento separado do caso da morte.
  • Acusação aponta que o advogado Matías Morla deixou a propriedade da empresa Sattvica S.A. sem repassar o controle aos herdeiros, com ações transferidas para Rita e Claudia Maradona entre setembro de 2022 e agosto de 2023.
  • Os filhos dizem haver desvio na condução da marca, com foco na exploração econômica dos direitos ligados ao nome, avaliada oficialmente em cerca de 100 milhões de dólares.
  • Em San Isidro, tramita também outro processo sobre a atuação da equipe médica na morte de Maradona, com sete profissionais sob investigação; Rita prestou depoimento como testemunha.
  • O julgamento anterior do caso da morte foi arquivado em maio de 2025; o novo processo tem 120 testemunhas e deve seguir até a segunda metade de julho, com oitavo réu julgado separadamente.

Na Justiça argentina, a gestão da marca de Diego Armando Maradona entra em uma nova fase, centrada na exploração econômica do nome do astro. Nesta terça (28/4), um tribunal decidiu levar a julgamento as irmãs do ex-jogador, o advogado dele e mais três envolvidos por suspeita de administração fraudulenta. O caso é separado do processo que investiga a morte do ídolo, ocorrido em 2020, em San Isidro, perto de Buenos Aires.

Segundo a acusação, houve transferência de controle da empresa responsável pela administração das marcas registradas. A pretensa fraude envolve a não indenização aos herdeiros legais, cinco filhos de Maradona, e troca de ações entre executivos e familiares entre 2022 e 2023. A lideranças do empreendimento ficou com Rita e Claudia Maradona, com um tabelião envolvido no processo.

A defesa sustenta que o administrador da estrutura manteve a gestão necessária para proteger o patrimônio do astro, especialmente em função de questões fiscais italianas. A investigação aponta que, após a morte de Maradona em novembro de 2020, o controle da empresa passou a ser alvo de divergências entre herdeiros e a gestão profissional.

Ações indicam que Matías Morla deixou a propriedade formal da empresa, mas não repassou o controle aos herdeiros. Em vez disso, as ações teriam sido transferidas para Rita e Claudia entre setembro de 2022 e agosto de 2023. As duas, junto a um tabelião, aparecem entre os investigados por possível fraude.

Familiares de Maradona afirmam haver desvio na condução da marca durante esse período, com foco na exploração econômica dos direitos ligados ao nome. O advogado Félix Linfante, que representa uma das filhas, descreve suposta atuação irregular até o fim de 2021 e a posterior continuidade pelas irmãs até o fim de 2023. A avaliação oficial dos ativos aponta cerca de 100 milhões de dólares como valor agregado às marcas.

O tribunal determinou a suspensão da exploração das marcas enquanto o caso tramita. A ação teve início em 2021, quando Dalma e Gianinna, filhas do astro, ingressaram com denúncia de apropriação indevida. O processo reúne diversas testemunhas e pode se estender até julho, com outra ré organização a ser julgada separadamente.

Julgamento da morte de Maradona

Em San Isidro, o outro processo envolve sete profissionais de saúde que atuaram no período anterior à morte de Maradona aos 60 anos. A defesa busca esclarecer as condições do atendimento domiciliar realizado na residência alugada, onde o ex-jogador esteve por cerca de três semanas.

Rita, irmã de Maradona, já prestou depoimento no caso relacionado à morte, enquanto Gianinna havia indicado aprovar o modelo de atendimento recomendado pela equipe médica. Um desfecho sobre o atendimento médico ainda não ocorreu, e o processo anterior foi temporariamente arquivado em maio de 2025 devido a questões administrativas.

Ao todo, o novo julgamento envolve 120 testemunhas e permanece com previsão de prosseguir, com a continuidade do debate prevista para a segunda quinzena de julho. Um oitavo réu surge como assunto separado para julgamento posterior.

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