- O governo lançará o Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas, na segunda-feira, 4 de maio, no Palácio do Planalto, com a presença de técnicos da equipe econômica.
- O objetivo é reduzir o peso do endividamento de famílias, principalmente dívidas de alto custo como cartão de crédito e cheque especial, com foco em trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos (cerca de R$ 8 mil).
- Descontos de até 90% podem fazer parte do pacote, que amplia o alcance da iniciativa e envolve dívidas bancárias e não bancárias, incluindo abatimentos relevantes para dívidas negativadas.
- O governo avalia ampliar o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO), com aporte estimado em torno de R$ 8 bilhões, para reduzir o risco para credores e facilitar contratos com juros mais baixos e prazos maiores.
- Também está em estudo usar valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou amortizar dívidas, desde que o saque cubra a dívida integral; o pacote contempla ainda estímulo a crédito mais barato, como o consignado, e ações de educação financeira para evitar superendividamento.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançará o Desenrola 2.0, novo pacote de renegociação de dívidas, na segunda-feira (4/5). O anúncio deve ocorrer no Palácio do Planalto, com a presença de técnicos da equipe econômica. A divulgação, inicialmente prevista para esta sexta-feira (1º/5), foi adiada.
A proposta tem como objetivo conter o endividamento das famílias, especialmente em dívidas de maior custo como cartão de crédito e cheque especial. O foco de aplicação será sobre trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, cerca de 8 mil reais mensais, priorizando faixas mais vulneráveis.
A ideia central é reformular programas de renegociação, ampliando o alcance do modelo Desenrola Brasil. A versão 2.0 deve contemplar dívidas bancárias e não bancárias, com potencial de descontos mais expressivos para facilitar acordos e a limpeza do nome.
Novo pacote e descontos
Segundo o ministro da Fazenda, a pretensão é oferecer abatimentos significativos sobre o valor devido, especialmente em débitos já negativados. Descontos poderão chegar a até 90%, conforme informações oficiais, com estímulo aos credores para aceitar acordos.
O governo também avalia ampliar a atuação do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para segurar parte do risco das instituições financeiras. Estão previstos aportes em torno de 8 bilhões de reais para reduzir a exposição à inadimplência e permitir juros menores e prazos maiores nos novos contratos.
Instrumentos de apoio ao crédito
Também está em estudo o uso de recursos do FGTS para aliviar o endividamento. Trabalhadores poderiam usar parte do saldo para quitar ou amortizar dívidas de maior custo, mas o saque não poderá ser usado para abatimentos parciais.
No âmbito do crédito, o pacote deve incentivar linhas mais baratas, como o crédito consignado, com possibilidade de expansão para trabalhadores do setor privado. Medidas regulatórias e incentivos a adesão de empresas estão em avaliação.
Educação financeira e prevenção
Além das renegociações, o Desenrola 2.0 prevê ações de educação financeira e de prevenção ao superendividamento. Serão ampliadas campanhas de orientação ao consumidor e práticas de concessão de crédito mais responsáveis por parte das instituições.
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