- Os preços do petróleo subiram pelo oitavo dia seguido, com Brent em US$ 119,15 o barril e WTI em US$ 106,55, atingindo o maior nível em quase quatro anos.
- O avanço ocorre diante de tensões entre Estados Unidos e Irã e da saída anunciada dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio.
- Os Emirados, aliado dos EUA, destacaram que a decisão foi tomada após análise das políticas de energia, e o ministro de Energia disse que o impacto no mercado deve ser limitado.
- O Irã afirmou que permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz apenas após o fim definitivo da guerra com os EUA e Israel, conforme os protocolos de segurança de Teerã.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a usar as redes sociais para ameaçar o Irã, sugerindo que pode haver resposta em breve.
O petróleo opera em alta por oitavo dia consecutivo, atingindo patamares próximos a níveis não vistos há quase quatro anos. O movimento ocorre em meio a tensões no Oriente Médio e a notícias sobre a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+.
O Brent sobe 7,1% e chega a US$ 119,15 por barril por volta das 13h10, segundo dados da Bloomberg. O patamar é o mais alto desde junho de 2022. O WTI avança 6,6%, para US$ 106,55 o barril, no mesmo horário.
A valorização é influenciada pela escalada entre Estados Unidos e Irã, que segue no radar dos investidores, além de avaliações sobre o impacto da saída de Abu Dhabi da Opep e da Opep+. A decisão foi anunciada pouco antes e já repercute no mercado.
O Irã indicou que só permitirá a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com EUA e Israel, condicionando a retomada de tráfego a protocolos de segurança. Analistas avaliam impactos sobre as exportações regionais.
Embraço da notícia, a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+ passa a ocorrer a partir de 1º de maio. O anúncio foi feito pela liderança de energia de Abu Dhabi, que citou uma revisão estratégica das políticas energéticas regionais.
O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos explicou que a decisão decorre de uma análise cuidadosa das estratégias de produção e não envolve negociação com outros membros. O movimento surpreende ao retirar um ator histórico do bloco.
Segundo o governo dos Emirados, a medida não deve provocar grandes impactos imediatos no mercado global, dado o atual complexo cenário de oferta e demanda, bem como as tensões regionais em curso. O mercado encara as mudanças como uma fonte de volatilidade.
Especialistas destacam que, mesmo com a saída, o Oriente Médio permanece como área-chave para a oferta mundial de petróleo, com o estreito de Ormuz continuando a influenciar fluxos caso haja interrupções adicionais. A evolução dos conflitos continua a ser monitorada.
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