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Santander prevê retomada da rentabilidade e lucro anual de 16 bilhões

Santander Brasil aposta na recuperação da rentabilidade e projeta lucro anual de R$ 16 bilhões, mirando ROE de 20% até 2028

Logotipo do banco Santander em ilustração
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  • Santander Brasil projeta lucro líquido anual de R$ 16 bilhões e recuperação da rentabilidade neste ano, segundo o presidente-executivo Mario Leão.
  • O ROE (excluindo ágio) ficou em 16% no primeiro trimestre, ante 17,6% no quarto trimestre e 17,4% há um ano; banco mantém visão de alta ao longo do ano.
  • O lucro antes de impostos avançou 5,4% ante o quarto trimestre, para R$ 4,6 bilhões, ajudando a sustentar a visão de retomada da margem.
  • A meta de ROE de 20% para 2028 é considerada factível pelo executivo, que aposta no crescimento orgânico e no aumento do lucro antes de impostos nos próximos trimestres.
  • Leão deixará o cargo até julho; Gilson Finkelsztain assume; o banco destaca cautela com crédito, foco em médias e pequenas empresas e alta renda, além de monitorar o agronegócio.

O Santander Brasil projeta retomar a rentabilidade em 2024 e espera atingir um lucro líquido anual de cerca de R$ 16 bilhões. A visão foi apresentada pelo CEO Mario Leão nesta quarta-feira, 29, em coletiva de imprensa. Ele deixa o cargo até o fim de julho.

No primeiro trimestre, o ROE (retorno sobre patrimônio líquido) excluindo ágio ficou em 16%, ante 17,6% no quarto trimestre e 17,4% há um ano. Leão destacou que o ROE deverá subir ao longo do ano com crescimento orgânico e lucro antes de impostos em incremento sequencial.

O executivo manteve a meta de ROE de 20% para 2028, afirmando ser factível atingi-la antes do prazo. O banco divulgou lucro líquido gerencial de R$ 3,79 bilhões no 1º trimestre, queda de 1,9% frente ao mesmo período de 2023, desempenho abaixo das expectativas.

Pelo lado operacional, o Santander Brasil teve expansão de 5,4% do lucro antes de impostos no 1º trimestre, para R$ 4,6 bilhões, compensando parte da queda do ROE causada pelo maior peso de impostos e pela elevação do patrimônio líquido.

Na visão de analistas, o conjunto de receitas resilientes, custos controlados e gestão de riscos sólida segue, porém o ROE menor e pressão sobre a qualidade dos ativos sugerem espaço limitado para expansão de rentabilidade no curto prazo.

Sobre crédito, o CEO afirmou que a Selic mais lenta não deve provocar grande deterioração das provisões para devedores (PDD) e que a carteira deve crescer ao longo do ano, com atenção a setores específicos. O banco segue cauteloso em PMEs e monitora negociações com grandes clientes.

Quanto ao varejo, Leão disse que o banco busca participação maior junto a clientes de alta renda, mantendo presença em segmentos de menor renda, com redução estratégica em áreas de menor rentabilidade. A carteira de agronegócio é citada como área de preocupação, com expectativa de estabilidade.

O programa Desenrola, lançado pelo governo, foi citado como positivo pelo CEO, que disse acreditar na efetividade da abordagem liderada pelos bancos, diferente da tentativa anterior. Ele ressaltou que o timing está certo e que o formato proposto pode ter maior adesão.

Na transição de comando, Gilson Finkelsztain, atual presidente da B3, deve assumir a presidência do Santander Brasil até julho. Leão afirmou estar satisfeito com o resultado do trabalho realizado e com o desempenho do banco sob sua gestão.

Em relação ao mercado, as units do Santander Brasil recuaram cerca de 1,6% por volta de 11h30, acompanhando a queda do Ibovespa, que andava em linha com o sentimento negativo do pregão externo.

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