- Santander apresentou lucro líquido recorrente de R$ 3,78 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025, ficando abaixo das expectativas de R$ 4 bilhões.
- Inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,3%, alta de 0,6 p.p. em 12 meses, com piora tanto na pessoa física quanto na jurídica (PMEs subiram 1,4 p.p. para 6%).
- Margem financeira bruta somou R$ 15,8 bilhões no trimestre, queda de 0,7%; margem com o mercado ficou negativa em R$ 771 milhões, frente lucro de R$ 97 milhões no 1T2025.
- Provisões para devedores duvidosos (PDD) atingiram R$ 6,3 bilhões, aumento de 3,9% frente ao quarto trimestre de 2025.
- ROE caiu de 17,4% no 1T2025 para 16% no 1T2026, com desempenho pressionado pela inadimplência, juros elevados e sazonalidade do trimestre.
O Santander divulgou lucro líquido recorrente de 3,78 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, queda de 1,9% ante igual período de 2025. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que esperava cerca de 4 bilhões, conforme consenso do BTG Pactual.
O banco enfrentou um trimestre marcado pela alta da inadimplência, com juros elevados e endividamento intenso de famílias e empresas. Além disso, a menor quantidade de dias úteis costuma reduzir a margem com clientes no primeiro trimestre.
A margem financeira bruta somou 15,8 bilhões de reais, com queda de 0,7%. A margem com o mercado ficou negativa em 771 milhões, frente a 97 milhões positivos no 1T de 2025, reflexo da alta da Selic.
Fatores de pressão e carteira de crédito
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,3%, ante 2,8% em 1T-2025. Deterioração ocorreu tanto na pessoa física quanto na jurídica, afetando especialmente a baixa renda e as PMEs.
As Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) chegaram a 6,3 bilhões, alta de 3,9% frente o quarto trimestre de 2025. O aumento busca cobrir potenciais calotes em carteira.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu de 17,4% para 16% entre 1T-2025 e 1T-2026, refletindo o menor desempenho da rentabilidade em meio ao ambiente de crédito mais desafiador.
Em síntese, o Santander teve lucro abaixo das expectativas, pressionado pela piora da inadimplência e pelo aumento de provisões, em meio a uma sazonalidade desfavorável e a juros elevados.
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