- A Vale espera retomar as minas de Viga e Fábrica, em Minas Gerais, em algumas semanas, com atraso em relação às expectativas iniciais.
- Executivos afirmam que a guerra no Irã teve impacto neutro sobre a oferta global de minério de ferro, já que a produção de aço na região permanece estável.
- O conflito, aliado ao preço do petróleo, elevou os custos em cerca de US$ five a US$ ten por tonelada, contribuindo para sustentar os preços do minério.
- Na China, a produção de aço bruto continua estável, com utilização dos altos-fornos em torno de noventa por cento.
- As minas Fábrica e Viga estão paradas desde 27 de janeiro por riscos de segurança, mas não devem comprometer a meta de produção anual.
A Vale prevê retomar as operações das minas de Viga e Fábrica, em Minas Gerais, em algumas semanas. O atraso é relativo às licenças e exigências adicionais de autoridades, segundo o vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores, Marcelo Bacci, em relatório divulgado hoje.
Ainda hoje, o executivo de Comercial e Desenvolvimento, Rogério Nogueira, afirmou que a guerra no Irã teve impacto neutro sobre a oferta global de minério de ferro. A produção de aço no Oriente Médio permanece estável, com o Irã reduzindo sua produção, enquanto clientes da região continuam ativos.
No equilíbrio entre oferta e demanda, a Vale aponta que o mercado global não sofreu alteração significativa. A empresa destaca que, no geral, as condições de preços estariam estáveis, mesmo com a alta dos preços do petróleo elevando custos.
Minas paralisadas por riscos
As operações nas minas de Fábrica, entre Ouro Preto e Congonhas, e Viga, em Congonhas, estão suspensas desde 27 de janeiro, devido a transbordamento de água e sedimentos. A empresa diz atender exigências de licenciamento para o retorno.
Bacci informou que as unidades são relativamente pequenas na produção total, de modo que o atraso não altera as metas anuais. As autoridades, conforme o executivo, mantêm o retorno sob supervisão rigorosa.
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