- BC atualizou as elasticidades da dívida líquida e da dívida bruta do setor público em relação a câmbio, Selic e inflação.
- Dívida líquida: 1% de variação cambial eleva o PIB em 0,07 p.p. (R$ 8,9 bilhões) de forma imediata.
- Dívida líquida: 1 p.p. da Selic, mantido por 12 meses, eleva o PIB em 0,49 p.p. (R$ 63,6 bilhões); 1 p.p. de inflação, mantido por 12 meses, eleva o PIB em 0,17 p.p. (R$ 21,9 bilhões).
- Dívida bruta: 1% de câmbio reduz o PIB em 0,08 p.p. (R$ 10 bilhões) de forma imediata; 1 p.p. da Selic, mantido por 12 meses, eleva o PIB em 0,45 p.p. (R$ 57,9 bilhões); 1 p.p. de inflação, mantido por 12 meses, eleva o PIB em 0,17 p.p. (R$ 21,5 bilhões).
O Banco Central atualizou nesta quinta-feira, 30, as elasticidades da dívida líquida e bruta do setor público em relação aos principais indexadores, conforme divulgação oficial.
Para a dívida líquida, uma valorização de 1% do câmbio resulta em aumento imediato de 0,07 ponto percentual do PIB, equivalente a R$ 8,9 bilhões. Um aumento de 1 ponto percentual da Selic por 12 meses eleva a dívida em 0,49 p.p. do PIB, ou R$ 63,6 bilhões. Já 1 ponto de inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 p.p. do PIB, ou R$ 21,9 bilhões.
No caso da dívida bruta, a valorização de 1% do câmbio provoca queda imediata de 0,08 p.p. do PIB, ou R$ 10 bilhões. Cada elevação de 1 ponto da Selic, mantida por 12 meses, aumenta a dívida em 0,45 p.p. do PIB, ou R$ 57,9 bilhões. O incremento de 1 ponto na inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 p.p. do PIB, ou R$ 21,5 bilhões.
Os números refletem a sensibilidade das dívidas a variáveis macroeconômicas e ajudam a compreender impactos de choques cambiais, juros e inflação sobre a dívida pública brasileira.
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