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Crédito internacional ganha peso nas empresas

Análise de crédito internacional ganha peso para mitigar riscos cambiais e inadimplência em operações no exterior

Imagem de Freepik / DINO
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  • Empresas brasileiras recorrem à análise de crédito internacional para reduzir riscos em operações no exterior, diante de volatilidade cambial e diferentes contextos econômicos.
  • A prática se afirma à medida que a globalização aumenta a necessidade de entender a real exposição de parceiros e o nível de endividamento de quem atua no exterior.
  • Sem uma avaliação estruturada, há risco de inadimplência e de custos elevados de cobrança, além da falta de visibilidade sobre quem está por trás de um CNPJ estrangeiro.
  • Dados da Coface apontam crescimento global de 2,6% em 2026 e 3,9% no comércio internacional no ano anterior; insolvências empresariais nos Estados Unidos cresceram 15% no segundo semestre de 2025.
  • A análise estruturada permite definir limites de crédito, garantias e prazos, fortalecendo a precificação, a estratégia comercial e a reputação da empresa no mercado externo.

O crédito internacional ganha peso nas empresas brasileiras para reduzir riscos e assegurar operações no exterior. Em um cenário global instável, companhias recorrem a análises de crédito internacionais para sustentar o crescimento com segurança.

A análise de crédito internacional se firmou como ferramenta estratégica diante da globalização e da expansão comercial. Empresas buscam dados além das fronteiras para orientar decisões e evitar perdas em parcerias com diferentes leis, moedas e contextos.

Segundo Francisco Eduardo Broering Gomes, CEO da Fairfield, a volatilidade cambial e a fragilidade de economias latino-americanas elevam o risco de operações aparentemente sólidas. Ele afirma que o custo da análise hoje é parte da entrada para crescer com sustentabilidade externa.

Ele destaca que riscos comuns incluem atraso ou inadimplência de pagamentos e falta de visibilidade sobre a exposição real de um parceiro. Sem avaliação estruturada, fica difícil compreender o endividamento do CNPJ estrangeiro e o grupo econômico envolvido.

Ainda conforme o executivo, no comércio exterior os instrumentos de cobrança costumam ser caros e lentos. Quando o problema é detectado, o prejuízo já pode estar consolidado, ressaltando a importância de uma análise criteriosa.

A Cofface, em estudo citado, aponta crescimento global de 2,6% em 2026, frente 2,8% de 2025, com riscos geopolíticos e financeiros persistentes. No comércio internacional houve expansão de 3,9% em 2025, com sinais de maior vulnerabilidade setorial.

No Brasil, Broering cita bases como Serasa, Receita Federal e protestos como referências locais. Internacionalmente, não há padronização, pois cada país possui sistemas de registro e níveis de transparência distintos.

Ele lembra que variáveis como risco-país, risco cambial e enforcement jurídico local devem ser consideradas. Mesmo empresas com histórico sólido podem apresentar risco elevado em mercados instáveis, reforçando a necessidade de dados.

A adoção de uma análise estruturada permite definir limites de crédito, garantias e prazos compatíveis com o risco. Assim, a precificação e a estratégia comercial ganham embasamento técnico, evitando surpresas negativas.

Para a Fairfield, expandir com sucesso depende de fluxo de caixa saudável e reputação positiva. Uma política de crédito bem definida reduz inadimplência, amplia credibilidade e atrai parceiros qualificados, distribuindo melhor o risco internacional.

Na prática, a empresa atua além da venda de apólices, oferecendo soluções de proteção financeira. O processo parte do diagnóstico do negócio, considerando compradores, países e ciclos de pagamento, para planejar monitoramento e recuperação de crédito quando necessário.

O diferencial reside na inteligência pré-apólice, assegurando cobertura alinhada à realidade do negócio, não em produtos genéricos de prateleira. Essa abordagem busca fortalecer a proteção financeira de clientes internacionais.

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