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Destiladores americanos apostam em Singapura após ban no Canadá

Whiskey americano mira Singapura após o banimento do Canadá; Singapura oferece estabilidade e isenção de tarifas, com exportações de US$ 27 milhões em 2025

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  • Exportações dos Estados Unidos para o Canadá caíram mais de setenta por cento desde o início do embargo recíproco, em março de 2025, até dezembro, conforme fontes do setor.
  • Na Europa, tarifas retaliatórias sobre destilados americanos foram anunciadas, mas permanecem em suspenso e sem resolução ficou a incerteza.
  • Singapura aparece como mercado estável para o whiskey americano, sem tarifas sob acordo de livre comércio, com direitos de excise ainda cobrados, e atuando como porta de entrada para a região.
  • Em dois mil e vinte e cinco, as exportações para Singapura somaram trinta e sete milhões de dólares, alta de quarenta e dois vírgula seis por cento frente a dois mil e vinte e quatro.
  • Em ProWine Singapura, delegação da DISCUS, com oito destiladores, destacou o papel do mixologista como “evangelista” da categoria e o mercado de fatores como reexportação para vizinhos asiáticos.

A indústria norte-americana de destilados está olhando para Cingapura como novo mercado de referência, diante de restrições no Canadá e incertezas na Europa. Com o Canada banido, exportadores buscam estabilidade no Sudeste Asiático e nações aliadas para manter o ritmo de vendas. O Distilled Spirits Council of the United States (DISCUS) lidera a estratégia.

No panorama atual, as exportações de uísque americano caíram mais de 70% desde o início da retaliação canadense em 2025, com várias províncias retirando destilados de varejo. Enquanto isso, tarifas retaliatórias na Europa ficaram em suspenso, gerando incerteza para o setor.

Ao mesmo tempo, as vendas globais do uísque americano cresceram 13,2% em 2025, apesar dos contratempos. Singapura se destaca por não aplicar tarifas à bebida sob acordo de livre comércio, mantendo isenções de barreiras comerciais mesmo com impostos de consumo.

Singapura oferece estabilidade

A cidade-estado tem visto crescimento sólido de demanda por uísque americano. Em 2025, as exportações alcançaram US$ 27 milhões, alta de 42,6% frente a 2024, impulsionadas pela cultura de hospitalidade e pela função de hub de reexportação para a região.

Em entrevistas com representantes da DISCUS, os produtores destacam a versatilidade do uísque americano em coquetéis e a educação de bartenders como pilares da estratégia de expansão. A ideia é ampliar a presença em bares e redes de distribuição na Ásia.

Caminhos e próximos passos

Durante o ProWine Singapore, oito destiladores participaram de viagens de demonstração para importadores e imprensa, com foco em apresentar rótulos e perfis de uso. Produtores enfatizam a importância de mensagens claras e de educação para o público local.

Alguns produtores, como a Traverse City Whiskey Company, buscam representação em Singapura pela primeira vez, reconhecendo o mercado como maduro, porém relativamente pequeno. A comunicação entre marcas e profissionais do setor é vista como ferramenta-chave para ampliar o alcance.

Visão de especialistas

Especialistas destacam que a cultura de cocktails é um motor de consumo. A capacidade de adaptação do uísque, com variações para coquetéis ou consumo puro, é apontada como vantagem competitiva. A presença de bartenders como evangelizadores é citada como estratégia de longo prazo.

Jared Rapp, da Traverse City, afirma que o interesse pela Ásia, incluindo Singapura, é estratégico para aumentar a visibilidade do uísque americano na região, especialmente frente a mercados tão ativos quanto Japão, Taiwan e Coreia do Sul.

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