- Dólar abriu em baixa, a R$ 4,980, com variação de 0,41% em relação ao fechamento de ontem.
- No mês, a moeda acumula queda de cerca de 3,4% em abril, caindo de R$ 5,18 para R$ 5,00; no ano, a perda é de 9%.
- Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% ao ano para 14,50%.
- O Copom sinalizou preocupação com inflação impulsionada pela guerra no Oriente Médio, levando alguns analistas a revisarem as projeções para a trajetória da taxa.
- A taxa de desemprego do Brasil fechou o primeiro trimestre de 2026 em 6,1%, menor para o período na série histórica, segundo o IBGE.
O dólar abriu em baixa, cotado a 4,980 reais, nesta sexta-feira, última sessão de abril. Comparado ao fechamento de ontem, houve queda de 0,41%.
No mês, a moeda americana recuou 3,4% ante o real, caindo de 5,18 para 5,00 reais. No ano, a desvalorização acumulada chega a 9%.
O Banco Central confirmou corte da Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão era amplamente prevista pela maioria dos agentes do mercado.
Juros, câmbio e cenário monetário
O comunicado do Copom sugeriu maior cautela com inflação, destacando riscos ligados à guerra no Oriente Médio. Analistas passaram a revisar trajetórias de queda da Selic, com alguns projetando ajustes menores do que o esperado para junho.
Analistas veem possível de avaliação de trajetória de cortes. Pontos centrais incluem volatilidade de petróleo e tensões geopolíticas, que elevam a incerteza sobre a continuidade do ciclo de redução.
Commodities, Ibovespa e risco externo
O Brent operava perto de 108,97 dólares por barril às 9h, com queda de 1,3% frente ao pregão anterior, porém ainda 82% acima do fim de 2025. O fator é o impasse entre EUA e Irã, que mantém o fluxo de navios pelo Estreito de Hormuz reduzido.
O Ibovespa caiu 2,05% na sessão de ontem, encerrando uma sequência de seis pregões em baixa. No mês, o índice acumula queda de cerca de 6%, mas ainda registra ganho anual de 14,7%.
O rali do Ibovespa depende de fluxo estrangeiro, que somou cerca de 8 bilhões de reais líquidos no mês, frente a 9 bilhões de março e 25 bilhões de janeiro. A desaceleração do capital externo é apontada como risco para a continuidade da alta.
Desemprego e dados fiscais
O mercado também repercute dados oficiais, com a taxa de desemprego do Brasil subindo para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. O indicador ficou acima do último trimestre de 2025 (5,1%), mas ainda é o menor da série histórica para esse período.
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