- O dólar à vista fechou em queda de 0,99% a R$ 4,952, após oscilar entre R$ 4,951 e R$ 4,999 ao longo do dia.
- A moeda acumulou recuo de 0,91% na semana, 4,38% no mês e 9,78% no ano; nesta abril, ficou pela primeira vez em mais de dois anos abaixo de R$ 5.
- O movimento veio com maior apetite por risco no exterior e queda das commodities, sobretudo do petróleo.
- No cenário doméstico, o Copom reduziu a Selic para 14,50% ao ano, adotando tom cauteloso sobre os próximos passos, o que ajudou a sustentar o real.
- Analistas destacam que o diferencial de juros atrai investidores; o dólar ficou próximo de mínimas recentes diante de condições globais e domesticamente favoráveis ao real.
O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,99%, cotado a R$ 4,952, após oscilar entre R$ 4,951 e R$ 4,999. A semana fechou com recuo de 0,91% e o mês, com queda de 4,38%. Este é o maior recuo mensal desde junho de 2025. No ano, a moeda acumula perda de 9,78%.
O movimento ocorreu em meio a maior apetite por risco no exterior e à desvalorização de commodities, especialmente do petróleo. Mesmo com tensões globais envolvendo Estados Unidos, Irã e o Estreito de Ormuz, os preços de petróleo recuaram, consolidando uma correção após toques de máximas recentes.
Ainda assim, o cenário internacional mostrou incertezas, enquanto o mercado digeria dados locais. A rolagem de contratos e a Ptax de fim de mês contribuíram para a oscilação, porém o humor global favorável ajudou a manter o real entre as moedas emergentes com melhor desempenho.
Contexto externo
O Brent para junho caiu 3,41%, para US$ 114,01 o barril, e o WTI recuou 1,69%, para US$ 105,07. No acumulado do mês, os contratos registraram altas de 9,73% no Brent e 3,64% no WTI, refletindo a volatilidade do mercado de commodities.
Cenário doméstico
No Brasil, as atenções estavam voltadas à decisão do Copom, que na véspera reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,50% ao ano, e sinalizou cautela quanto aos próximos passos. A combinação de juros elevados e atividade econômica resiliente sustentou o real.
Para especialistas, o diferencial de juros ainda atrativo favorece o desempenho da moeda brasileira. A percepção de melhora do humor externo, com altas nas bolsas e redução de rendimentos de Treasuries, também sustenta o dólar em terreno mais fraco frente ao real.
O dólar manteve-se próximo das mínimas recentes, em cenário de fluxo buscando ativos de maior risco e de fatores externos e internos que fortalecem a atratividade do real diante da divisa norte-americana.
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