- O IFIX encerrou abril em alta de 1,5%, puxado por fundos de papel e tijolo, com ganho acumulado de 4,1% no ano; o Ibovespa ficou praticamente estável no mês.
- No mês, fundos de papel avançaram 2,1% e fundos de tijolo subiram 1,1%, com destaque para o segmento de shoppings.
- Desde o início da guerra no Oriente Médio, o IFIX chegou a recuar; a recuperação de abril ocorre com recuo dos juros reais e relatos de possível acordo entre EUA e Irã.
- A XP aponta que fundos de tijolo devem se beneficiar de movimentos para baixo na curva de juros, mas vê cenário externo instável exigindo maior seletividade na alocação.
- Entre os segmentos, lajes corporativas mostram recuperação com retorno gradual ao trabalho, galpões logísticos mantêm demanda alta, e recebíveis imobiliários continuam com perfil defensivo; FoFs e multiestratégia aparecem como forma de capturar oportunidades, com maior volatilidade.
O IFIX fechou abril em alta de 1,5%, revertendo o pior desempenho de março, quando o segmento sofreu com a aversão ao risco global causada pela guerra no Oriente Médio. No acumulado de 2026, o índice avançou 4,1%. O desempenho mensal superou o Ibovespa, que caiu 0,08% no mês.
A gestora Rio Bravo Investimentos aponta que a alta foi puxada principalmente pelos fundos de papel, com alta de 2,1%, enquanto os fundos de tijolo subiram 1,1%, com destaque para shoppings. A recuperação veio após o recuo do início de março, com tensões externas elevando a inflação e juros esperados.
Com a melhora de juros reais e notícias sobre possível acordo entre EUA e Irã, o IFIX encerrou abril em terreno positivo, segundo a Rio Bravo. A leitura é de fundamentos ainda sólidos e melhoria operacional em vários segmentos do mercado de fundos imobiliários.
Desempenho por segmento
Marcelo Cruz, presidente do Grupo Referência, diz que fundos de papel lideram a recuperação, em ambiente de juros elevados, enquanto shoppings e escritórios apresentam recuperação mais heterogênea. Logísticos mantêm demanda resiliente e beneficiam-se do e-commerce.
A XP indica que o momento é mais benigno para fundos de tijolo, que se beneficiam de queda de juros. Na semana passada, o Copom reduziu a Selic para 14,5% ao ano, com expectativa de novos cortes em 2026. O cenário externo, porém, segue de cautela.
Olhando para o futuro
Entre os componentes, lajes corporativas mostram recuperação com retorno gradual ao trabalho presencial, especialmente em São Paulo, reduzindo vacância. Galpões logísticos mantêm ocupação baixa e reajustes de aluguel são esperados pela demanda estável.
Shoppings passam a operar com indicadores saudáveis, porém com crescimento mais moderado. Fundos de papel mantêm perfil defensivo nas carteiras, oferecendo proteção contra inflação e rendimentos atrativos mesmo com juros elevados. FoFs e multiestratégia podem capturar oportunidades, porém com maior volatilidade.
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