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Ibovespa e real perdem fôlego com avanço da guerra

Em meio ao prolongamento do conflito no Oriente Médio, Ibovespa encerra abril em 184.750 pontos, queda de 1,45%, e dólar permanece acima de R$ 5,00 após mês de fraqueza

Castro, do Itaú: Parece haver um certo ‘Fomo’ de Brasil pelo estrangeiro — Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg
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  • O Ibovespa fechou abril em 184.750 pontos, queda de 1,45% no mês, ainda distante de 200 mil pontos.
  • Houve reversão do fluxo estrangeiro para o Brasil, segundo o texto.
  • O dólar caiu 3,42% no mês, ficando próximo de superar os R$ 5,00.
  • O petróleo é apontado como bússola para o cenário macro e financeiro.
  • O prolongamento do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, intensifica a aversão a risco.

O Ibovespa encerrou abril em queda, perdendo fôlego diante da continuidade da tensão no Oriente Médio e de fluxos de estrangeiros. O índice testou o patamar de 200 mil pontos antes de fechar o mês em 184.750, queda de 1,45%.

O câmbio também recuou ao longo do mês, com o dólar cedendo cerca de 3,42%. Apesar da queda, a moeda oscilou próximo de R$ 5,00 por pouco tempo.

A explicação principal envolve a continuidade do conflito promovido por EUA e Israel contra o Irã, que ampliou a percepção de risco global. Investidores revisaram expectativas de curto prazo para ativos locais.

Desdobramentos e condições de mercado

Petróleo foi apontado como bússola para o humor dos mercados, com resultados refletidos no comportamento das bolsas e no custo de energia. O recuo relativo do Ibovespa ocorreu em meio a fluxo estrangeiro mais restrito.

Essa leitura envolve ainda o cenário doméstico, que segue atento a notícias internacionais e a dados econômicos locais. Analistas apontam que o ambiente de maior incerteza pesou sobre ativos de risco no Brasil.

A equipe de investidores monitorou indicadores de inflação, juros futuros e desempenho de ações de maior peso no índice. Em paralelo, operadores acompanharam retomadas e interrupções de negociações em várias praças.

A cobertura de eventos geopolíticos continua a ditar o ritmo do mercado. A troca de informações entre bancos, gestores e fundos manteve o tom cauteloso durante o mês.

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