- Motiva registra crescimento de 5,7% na receita líquida no 1º trimestre, impulsionado por aumento de volume e reajuste tarifário, com tráfego diversificado (55% eixo comercial, 45% veículos leves).
- Margem operacional cresce, com ganho de 2,2 p.p. e redução de custos operacionais; OPEX sobre receita líquida cai 3 p.p. no período.
- EBITDA cresce aproximadamente 9,3%, apoiado por novos ativos no portfólio (contribuição de cerca de R$ 200 milhões) e disciplina de custos, incluindo corte de despesas com pessoal.
- Portfólio em expansão com quatro novas concessões nos últimos 12 meses, incluindo Minas-SP (Fernão Dias); operações avançam rumo a modelo quase cashless com ganhos de eficiência energética de cerca de R$ 17 milhões.
- Alavancagem estável em 3,6 vezes dívida líquida/EBITDA; empresa aponta expectativa de crescimento de EBITDA em high single digit e projeta entrada de cerca de R$ 5 bilhões em caixa com venda da plataforma aeroportuária, além de manter política de dividendos condicionada à alavancagem.
A Motiva apresentou resultados do 1º trimestre com foco em crescimento operacional, disciplina de custos e expansão do portfólio. A apresentação foi feita pela diretora de Relações com Investidores, Flávia Godoy, em entrevista à BM&C News.
Durante a entrevista, Flávia detalhou o desempenho do período, ressaltando que o trimestre consolidou a estratégia iniciada em 2023 e marcou um ponto de inflexão para 2025. A executiva destacou a continuidade da expansão da plataforma de rodovias e a melhora de margens.
Aocorrência dos números ocorreu em meio a uma combinação de aumento de volume, ganhos de eficiência e reajustes tarifários. A companhia frisou a resiliência de um portfólio diversificado, com 55% do tráfego em eixo comercial e 45% em veículos leves.
Desempenho operacional
A Motiva registrou crescimento de 2,6% no volume por modal. A margem EBITDA respondeu pela elevação, com avanço de 2,2 pontos percentuais, impulsionada pela redução de custos operacionais. O OPEX sobre receita líquida caiu 3 p.p. no trimestre.
A receita líquida avançou 5,7% frente ao mesmo período do ano anterior, sustentada pelo maior volume e pelos reajustes tarifários. A diversificação do tráfego contribuiu para a estabilidade do portfólio.
A diretora destacou que a frente de custos caixa foi reduzida mesmo com inflação. Além disso, houve melhoria na eficiência por meio de cortes de despesas com pessoal e revisão de contratos.
EBITDA e novos ativos
Os novos ativos do portfólio contribuíram com cerca de R$ 200 milhões de EBITDA no trimestre, segundo Flávia Godoy. A empresa também reforçou a melhoria da eficiência com a digitalização de pedágios e a redução do uso de dinheiro em caixa.
A implementação de um modelo quase cashless deve trazer ganhos adicionais, sem olvidar ganhos energéticos que impactaram positivamente o resultado. A empresa manteve o foco na disciplina de custos.
Alavancagem, portfólio e dividendos
Ao fim do trimestre, a alavancagem permaneceu estável em 3,6 vezes dívida líquida/EBITDA, perto do nível anterior. A expansão do portfólio incluiu quatro novas concessões nos últimos 12 meses, como a Minas-SP (Fernão Dias).
Flávia sinalizou que o portfólio, com ativos premium, tende a gerar fluxo de caixa adicional nos próximos períodos. A venda da plataforma aeroportuária deve reduzir a alavancagem, com entrada estimada de cerca de R$ 5 bilhões em caixa.
A política de dividendos está atrelada ao nível de alavancagem: payout fica no mínimo legal de 25% quando a alavancagem supera 3,5x, e pode chegar a 50% abaixo desse patamar.
Perspectivas
Para os próximos trimestres, a Motiva espera continuidade do crescimento, com EBITDA em ritmo de high single digit e ganhos dos ativos incorporados. A gestão mantém o foco em previsibilidade, eficiência e geração de valor de longo prazo.
Entre na conversa da comunidade