- A massa de rendimento real habitual atingiu 374,8 bilhões de reais no trimestre encerrado em março, apoiada pelo elevado número de trabalhadores formais.
- A taxa de desemprego ficou em 6,1%, acima dos 5,8% do trimestre móvel anterior.
- O total de pessoas ocupadas caiu 1% em relação ao trimestre anterior, para 102 milhões.
- A queda ocorreu principalmente entre trabalhadores informais, que somaram cerca de 600 mil vagas a menos.
- Mesmo com a redução na ocupação, a massa de rendimento permaneceu recorde, sustentada por ocupados formais e pela renda disponível das famílias.
O patamar elevado de pessoas ocupadas no primeiro trimestre sustenta a massa de rendimento real habitual no mercado de trabalho, mesmo com alta da taxa de desemprego. O recorte é do IBGE, com comentários de Adriana Beringuy, pesquisadora da PNADC.
A massa de rendimento real habitual atingiu 374,8 bilhões de reais no trimestre fim de março, em linha com o desempenho recorde. A taxa de desemprego ficou em 6,1%, acima dos 5,8% do trimestre anterior.
O número de ocupados caiu 1% na comparação com o trimestre móvel anterior, para 102 milhões. Mesmo assim, o contingente permanece acima de 100 milhões, o que sustenta o nível de rendimento agregado.
Desdobramentos
A queda na ocupação ocorreu principalmente entre trabalhadores informais, que somaram, ao todo, 600 mil pessoas a menos. Esses trabalhadores recebem remuneração menor do que a de formais, segundo a análise.
Dentro do grupo de formais, a retração ocorreu entre empregados sem carteira, temporários e em setores como educação municipal, levando a uma saída de trabalhadores com menor renda.
Apesar da saída de parte da força de trabalho, a massa de rendimento foi mantida por causa do peso relativo dos ocupados formais e do nível elevado de ocupação no início do ano.
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