- O ministro Luiz Marinho atribuiu a desaceleração na criação de empregos formais ao impacto da política de juros do Banco Central.
- Em março de 2026, o Novo Caged mostrou saldo positivo de 228.208 vagas com carteira assinada, com 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, elevando o estoque a 49.082.634 vínculos.
- O saldo de março foi 9,1% menor que o registrado no mesmo mês de 2025 e o menor para o primeiro trimestre desde 2023, quando ficou em 537.605.
- Setor de serviços liderou a geração de empregos (152.391 vagas), seguido por construção (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267); a agropecuária registrou queda de 18.096 vagas.
- Entre as unidades da federação, 24 dos 27 estados tiveram saldo positivo, com maior avanço em São Paulo (67.876), Minas Gerais (38.845) e Rio de Janeiro (23.914).
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração nos empregos formais ao impacto da política de juros do Banco Central. Ele afirmou que os juros altos interferem no ritmo de crescimento das vagas.
Ao comentar os dados do Novo Caged de março de 2026, Marinho destacou que a comparação trimestral mostra menor velocidade: entre o primeiro trimestre de 2025 e o de 2026 houve queda no saldo. O ritmo de geração de vagas recuou.
Segundo o Novo Caged, o Brasil registrou saldo positivo de 228.208 vagas formais em março de 2026. Foram 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, elevando o estoque para 49.082.634 vínculos.
Dados-chave do mês
O resultado de março foi 9,1% menor do que em igual período de 2025. É o menor saldo para o primeiro trimestre desde 2023, quando houve saldo de 537.605. O setor de serviços liderou a criação, com 152.391 vagas, seguido por construção, indústria e comércio.
O setor agropecuário registrou retração de 18.096 vagas. Entre estados, 24 das 27 unidades tiveram saldo positivo, com grandes ganhos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Alagoas, Mato Grosso e Sergipe tiveram resultados negativos.
Entre trabalhadores, mulheres acumularam 132.477 vagas e homens 95.731. A faixa etária de 18 a 24 anos respondeu por 127.931 postos criados.
Região, faixa salarial e perspectivas
Todas as regiões apresentaram saldo positivo, com o Sudeste liderando a geração de empregos (138.027 vagas). A maior concentração de vagas ocorreu na faixa de 1 a 1,5 salário mínimo, somando 161.491 postos.
Pessoas pardas obtiveram o maior saldo por raça/cor, com 142.228 vagas, seguidas de trabalhadores brancos com 68.663. No acumulado de 12 meses, o saldo positivo foi de 1.211.455 empregos formais.
Economistas consultados, como Antonio Ricciardi, Daycoval, avaliarm que o resultado ficou dentro das expectativas, mas requer cautela. Ele cita fatores como dias úteis, ajuste sazonal e efeitos de conflitos externos. A projeção para 2026 aponta criação próxima a 1,2 milhão de vagas, com desemprego em torno de 5,8% e tendência de alta.
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