- Tráfego no Estreito de Ormuz caiu de cerca de três mil embarcações por mês para 154 em março, devido à war no Irã.
- A redução foi rápida e sem precedentes, conforme dados da Lloyd’s List Intelligence e da Kpler, afetando cadeias globais de petróleo, gás natural, fertilizantes e outros insumos.
- Grande parte dos navios recentes seguiu rotas designadas por autoridades iranianas; aproximadamente metade carregou cargas em portos iranianos, desafiando o bloqueio dos Estados Unidos.
- Portos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, tradicionalmente mais movimentados, tiveram tráfego reduzido, com produtores da região sendo pressionados a cortar a produção.
- Importadores, especialmente na Ásia, sofrem com a escassez de combustível; a apuração está em atualização.
O tráfego no Estreito de Ormuz caiu drasticamente desde o início da escalada no Irã, com impactos relevantes para cadeias globais de petróleo, gás natural, fertilizantes e demais insumos. Em março, apenas 154 embarcações cruzaram o estreito, diante da média anterior de cerca de 3 mil por mês.
Segundo a Lloyd’s List Intelligence, o volume diário de navios havia sido estável antes dos ataques no fim de fevereiro, quando a operação militar começou. A ruptura no tráfego foi acelerada pelo conflito e pelas medidas associadas à segurança marítima na região.
Dados da Kpler indicam que, no mês de março, a grande maioria dos navios que transitaram pelo estreito seguiu rotas autorizadas pelas autoridades iranianas e aproximadamente metade carregou cargas em portos iranianos. Tal movimento sinaliza adaptação a restrições logísticas e a riscos de bloqueio.
A mudança de padrões de circulação tem afetado também portos vizinhos. Países do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes, reduziram a produção em resposta às interrupções no transporte marítimo e às ameaças regionais. Consumidores asiáticos enfrentam escassez de combustível conforme o fluxo se reorganiza.
Especialistas ressaltam que a perturbação no tráfego foi rápida e sem precedentes, sinalizando um choque histórico para a logística global. Importadores e mercados globais monitoram de perto as evoluções no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico.
Em atualização
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