- Agrishow movimentou 11,4 bilhões em negócios ao longo de cinco dias, em Ribeirão Preto (SP), com queda de 22% frente à edição anterior (14,6 bilhões).
- Público registrado foi de 197 mil pessoas, o mesmo de 2025, mesmo com a percepção de menor visitação nos estandes.
- O presidente da feira, João Carlos Marchesan, disse que o desempenho reflete condições de mercado, como juros altos, menor preço das commodities e inadimplência are investidores.
- Marchesan citou conflitos no Oriente Médio e citou uma linha de crédito de 10 bilhões anunciada pelo vice‑presidente Geraldo Alckmin, ainda não operacional e com juros ainda sem definição.
- Para o ano que vem, a Agrishow ocorrerá de 26 a 30 de maio.
A Agrishow, maior feira de agronegócio do país, encerrou nesta sexta-feira, 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). Ao longo de cinco dias, o evento faturou R$ 11,4 bilhões em negócios, com queda de 22% em relação ao ano passado, quando o montante atingiu R$ 14,6 bilhões. Os números englobam máquinas, irrigação e armazenagem.
O público registrado foi de 197 mil pessoas, o mesmo de 2024. Apesar da taxa de visitas permanecer estável, muitos expositores comentaram uma percepção de público menos expressivo em seus estandes. A divulgação ocorreu em coletiva com o presidente da feira, João Carlos Marchesan, o presidente de honra, Maurílio Biagi, e Pedro Estevão, da Abimaq.
Fatores de mercado e cenário regional
Marchesan atribuiu o desempenho à conjuntura econômica, citando juros elevados, commodity com menor preço pela queda do dólar e inadimplência que restringem crédito para novas tecnologias. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio também é apontada como fator de cautela para produtores.
O diretor mencionou ainda o pedido de liberação de uma linha de crédito especial antes da Agrishow, que ainda não saiu do papel. A linha anunciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin deve entrar em vigor em duas semanas, mas a taxa de juros permanece indefinida.
Perspectivas e próximos passos
Pedro Estevão, da Abimaq, comparou a queda da feira com a retração de 19,9% do setor de máquinas no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2023. Maurílio Biagi disse estar surpreendido pela performance, mesmo diante do cenário adverso.
Para 2027, a organização confirmou a data de realização: 26 a 30 de maio. A expectativa é manter o ritmo de realização anual, alinhando a agenda com as condições de crédito e o interesse do setor em novas tecnologias.
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