Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Berkmann revisa estratégia de vinhos premium no Brasil após crise de caixa

Berkmann elimina CEO local, centraliza operação em Londres e enxuga portfólio, apostando em execução remota e mantendo o Brasil como mercado estratégico

Charles Marshall, diretor de estratégia da empresa, antecipou sua viagem ao Brasil para contornar boatos de crise e formalizar uma reestruturação de fundo na operação no país
0:00
Carregando...
0:00
  • A Berkmann Wine Cellars não terá CEO local no Brasil; a operação passa a ser coordenada diretamente de Londres, com participação de Charles Marshall e do CEO global, subsidiária da família fundadora.
  • A empresa reconhece aperto de fluxo de caixa causado por excesso de estoque, causado por calibração de mercado errada e portfólio com rótulos não alinhados à demanda.
  • O portfólio será enxugado e concentrado em poucas marcas globais, com foco em execução e construção de marca, para melhorar margens.
  • O Brasil é visto como mercado estratégico pela Berkmann, com margem potencial em dois dígitos após ajustes, em comparação com margens de apenas alguns pontos percentuais no Reino Unido.
  • O acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde esta sexta-feira, pode favorecer rótulos europeus no Brasil, mantendo o posicionamento premium; a Antinori seguirá como parceiro estratégico.

Berkmann Wine Cellars, importadora britânica, revisa a estratégia para vinhos premium no Brasil diante de caixa pressionado e ausência de CEO local. A empresa atua no Brasil desde 2015 e vê o país como mercado estratégico frente ao baixo retorno no Reino Unido.

Charles Marshall, diretor de estratégia e integrante do conselho da holding, confirmou a reestruturação. Levy deixou o cargo de forma temporária, e não haverá substituto imediato para a presidência no Brasil. A operação será coordenada a partir de Londres, com Marshall e Rupert Berkmann liderando a gestão.

A- Nova estrutura de gestão

A empresa admite aperto de fluxo de caixa causado por excesso de estoque. A solução envolve enxugar o portfólio e orientar a estratégia para marcas globais, mantendo o foco em execução. A ideia é reduzir SKUs em desacordo com a demanda do mercado.

B- Foco no Brasil e no portfólio

Marshall enfatiza que o Brasil continua relevante para a Berkmann, ainda que pequeno no conjunto global. O objetivo é crescer por meio de marcas internacionais com maior penetração no país e ampliar a atuação no canal on-trade, que representa cerca de 15% do consumo local.

C- Perspectivas e parcerias

A equipe destaca a Antinori como peça central do posicionamento no Brasil, com desmentido sobre saída de rótulos italianos. Dados de mercado apontam Villa Antinori como maior receita no Brasil, com Tignanello em posição de destaque. Outras marcas com potencial incluem Familia Torres, Viña Montes e Riccitelli.

D- Contexto regulatório e mercado

O acordo Mercosul-União Europeia, vigente desde 1º de maio, é visto como possibilidade de favorecer rótulos europeus no Brasil. A empresa observa que o canal on-trade pode acelerar o consumo de vinhos premium, desde que haja gestão local eficaz.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais