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Petrobras eleva 18% o querosene de avião; passagens devem subir

Petrobras eleva em 18% o querosene de aviação; reajuste pode pressionar tarifas de passagens a partir de maio, com parcelamento em seis vezes disponível

Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana da capital (GRU Airport - Aeroporto Internacional de São Paulo/Reprodução)
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  • A Petrobras aumentou o Querosene de Aviação (QAV) em 18%, ou seja, 1 real a mais por litro, com os novos valores já em vigor.
  • É o segundo reajuste desde o início da guerra no Irã, que elevou o preço do petróleo e já teve aumento de 55% no QAV em abril.
  • A empresa mantém a possibilidade de parcelar o reajuste em seis vezes, com carência iniciando em julho de 2026.
  • Economistas apontam que os reajustes devem se refletir em tarifas aéreas, possivelmente já em maio.
  • O IPCA-15 de abril mostrou queda de passagens em 14,3% por razões metodológicas, mas pode haver alta a partir de maio devido aos custos de combustível.

A Petrobras divulgou que atualizou a tabela de preços do Querosene de Aviação (QAV) produzido em suas refinarias. O reajuste foi de 18%, o equivalente a 1 real a mais por litro. Os novos valores passam a valer desde hoje, com possibilidade de parcelamento pelas distribuidoras e compradores.

O reajuste é o segundo em menos de um mês desde o início da guerra no Irã, que afetou o preço do petróleo no mundo. Em março, o preço do QAV na refinaria já tinha aumentado 55%.

A prática de precificação do QAV existe há mais de 20 anos e é revisada mensalmente, ao início de cada mês, conforme contratos com o setor. A Petrobras afirma que a metodologia busca equilíbrio entre mercados nacional e internacional e funciona como amortecedor de curto prazo.

Parcialidades para enfrentar o choque

A Petrobras ofereceu novamente a opção de parcelar o reajuste em seis vezes, com carência que permite iniciar o pagamento das parcelas em julho de 2026. A medida visa preservar a demanda pelo produto e reduzir impactos no mercado de aviação.

Impacto esperado nas passagens

Especialistas apontam que os reajustes nas refinarias tendem a se refletir nos preços das passagens nos próximos meses, possivelmente já em maio. Em abril, o IPCA-15 indicou queda de 14,3% nas passagens, mas esse movimento foi atribuído a fatores metodológicos. A partir de maio, deve haver reação de preços para refletir custos do combustível.

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