- Atualizações aos Critérios de McDonald, anunciadas em 2025, flexibilizam o diagnóstico precoce da esclerose múltipla para iniciar o tratamento antes de sintomas.
- Foi incluída uma nova região típica de lesões no sistema nervoso central (nervo óptico), permitindo diagnosticar pessoas com lesões em imagem mesmo sem sintomas.
- O diagnóstico utiliza cada vez mais RM (ressonância magnética) detalhada e marcadores no líquor, como bandas oligoclonais, com laudos estruturados para avaliação da doença.
- O tratamento de alta eficácia pode evitar novas lesões inflamatórias em mais de noventa por cento dos casos, com mais de dez opções de medicamentos.
- Em abril, a Anvisa aprovou o ublituximabe (Briumvi) como nova opção terapêutica; a esclerose múltipla afeta 2,9 milhões no mundo e cerca de 40 mil no Brasil, com o Dia Mundial da EM em 30 de maio.
Avanços nos critérios diagnósticos permitem identificar esclerose múltipla antes de surgirem sintomas. A atualização facilita o diagnóstico precoce e a iniciação de tratamento, reduzindo o risco de sequelas em pacientes.
A esclerose múltipla é a doença neurológica mais comum em adultos jovens, atingindo 2,9 milhões de pessoas no mundo e cerca de 40 mil no Brasil. O Dia Mundial da Esclerose Múltipla é celebrado em 30 de maio, com foco na detecção precoce a partir de 2024.
Em 2025, um artigo no The Lancet Neurology apresentou mudanças nos Critérios de McDonald, incorporando novos marcadores e ampliando a precisão dos exames. O objetivo é antecipar o diagnóstico para evitar o surgimento de sintomas.
No Einstein Hospital Israelita, o neurologista Herval Ribeiro Soares Neto destaca que a melhoria busca prevenir sequelas ao detectar a doença antes da manifestação clínica. A avaliação envolve imagem e marcadores no líquido cefalorraquidiano.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que danifica a mielina, a camada de proteção dos neurônios. Lesões podem surgir no nervo óptico, medula e cerebelo, provocando alterações visuais, vertigem, desequilíbrio e fraqueza.
Tradicionalmente, o diagnóstico combinava clínico, histórico e exames de imagem, principalmente ressonância magnética, além de análise do líquor para marcadores como bandas oligoclonais. A tecnologia permite identificar lesões específicas ao longo do tempo.
O Einstein criou um laudo estruturado de ressonância magnética voltado para esclerose múltipla, facilitando a avaliação sistemática. Biomarcadores mais precisos em exames com líquor fortalecem a confirmação diagnóstica.
Uma das novidades é a inclusão do nervo óptico como nova região típica das lesões do SNC, somando as regiões já estabelecidas. Além disso, pessoas com lesões em imagem, mesmo sem sintomas, podem receber diagnóstico de EM.
Essa mudança amplia o tratamento precoce, evitando que a doença evolua antes de apresentar sinais. A neurologista Ana Cláudia Piccolo ressalta que tratar antecipadamente melhora o prognóstico.
Ainda há barreiras para o diagnóstico precoce em muitos países, segundo o Atlas da Esclerose Múltipla de 2021. Falta de conscientização e de profissionais especializados contribuem para atrasos.
Muitos pacientes passam anos com sintomas difusos antes de chegar a um neurologista. A porta de entrada costuma ser ortopedista, otorrino ou oftalmologista, o que pode retardar o encaminhamento.
O tratamento atual é individualizado, considerando características da doença, número de lesões e condições do paciente. Avanços recentes ampliam a eficácia com menos efeitos adversos.
Mais de 90% de chance de evitar novas lesões inflamatórias é o mínimo estimado com tratamentos de alta eficácia, que incluem plantas terapêuticas aplicadas por via endovenosa ou comprimidos.
Em abril, a Anvisa aprovou o ublituximabe, comercializado como Briumvi, um anticorpo monoclonal que reduz as crises ao impedir a ação de linfócitos contra a mielina. Essa opção amplia o leque terapêutico.
Cada caso requer avaliação cuidadosa, pois não existe protocolo único. Mesmo com alta eficácia, o tratamento precisa ser personalizado para cada paciente, mantendo a monitorização constante.
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