- A Projeart, indústria de estruturas metálicas com sede em Eusébio (Fortaleza), fatura cerca de R$ 500 milhões e emprega 800 pessoas.
- Investimento de R$ 60 milhões criou a planta ProZinco, de galvanização a fogo, operando desde janeiro de 2026, com tanque de quase 15 metros e capacidade de 5.000 toneladas de aço por mês.
- A novidade elimina a necessidade de levar peças para galvanização em outra região, reduzindo custos, prazos e riscos logísticos no Norte e Nordeste.
- Principais clientes incluem Grupo Mateus, Atacadão da Bahia, além de operações da Log (MRV), Amazon, Shopee e FedEx; a empresa atende obras em todo o Brasil.
- Planos futuros: ampliar o portfólio com porta-pallet e torres de telecomunicações, transformar o Ceará em hub de galvanização e exportação, ainda enfrentando volatilidade de preços e mão de obra.
A Projeart, empresa cearense de estruturas metálicas, investiu 60 milhões de reais em uma nova planta de galvanização a fogo, a ProZinco, que começou a operar em janeiro de 2026. O equipamento central é um tanque de quase 15 metros, o maior do gênero no Brasil, permitindo galvanizar peças no próprio Ceará.
A fábrica, localizada em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, destrava um gargalo histórico. Projetos no Norte e Nordeste, que antes dependiam de enviar peças para São Paulo, podem ser galvanizados localmente, reduzindo fretes, prazos e riscos logísticos.
Ao todo, a Projeart tem 800 funcionários diretos, três unidades industriais em mais de 130 mil m² e capacidade de produção de até 5 mil toneladas de aço por mês. A empresa atende obras pelo Brasil, incluindo centros de distribuição de e-commerce e atacarejos.
Parte relevante do faturamento vem de contratos com grandes grupos, como o Grupo Mateus, o Atacadão da Bahia e projetos para o setor logístico da MRV. Recentemente, a companhia constrói cerca de 93 mil m² de galpão para o Grupo Mateus.
A nova planta destrava custos: a peça chega prontamente pronta para o ensaio final de galvanização, sem a necessidade de deslocamentos entre regiões. Odmar Feitosa, diretor da Projeart, aponta ganhos de custo por tonelada, prazos menores e maior previsibilidade em grandes obras.
Estrutura e ecossistema
Além da galvanização, a Projeart adquiriu uma fabricante de porta-pallet e prepara uma fábrica dedicada a torres de telecomunicações, incluindo 5G e linhas de transmissão. O objetivo é criar um ecossistema de soluções em aço, oferecendo o que houver de aço no conjunto de obras.
História da empresa mostra trajetória fromada em Fortaleza, iniciando como marcenaria. A virada ocorreu após a construção de um hangar metálico para um empresário gaúcho. Em 2020, o principal acionista atual assumiu a operação, com a aquisição ocorrendo durante a pandemia.
Panorama de mercado
A demanda por construção industrializada sustenta o crescimento da Projeart. Em grandes obras, o uso de soluções pré-fabricadas reduz a dependência de mão de obra qualificada no local. A empresa já inaugurou unidades no Paraná e em Belo Horizonte para atender clientes de grande porte.
O aço utilizado pela operação vem cada vez mais da China, ainda que a CSN tenha siderúrgica próxima. A tarifa antidumping recentente sobre aço chinês, aprovada há cerca de 60 dias, elevou o custo, mas a empresa afirma que ainda compensa manter fornecimento externo diante da competitividade atual.
Perspectivas
Com a proximidade dos Portos de Pecém e de Fortaleza, a ProZinco pode favorecer exportações e atender padrões internacionais, visando tornar o Ceará um hub de galvanização no Nordeste. A direção ressalta que o movimento está sujeito a volatilidade de preços e margens do setor.
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