- Executivos da Disney discutem criar um “super app” que una Disney+, apps como Disneyland Resort e Disney Cruise Line Navigator para reservar ingressos, comprar produtos, jogar e assistir conteúdos.
- O projeto está em estágio inicial e ainda não houve medidas concretas.
- O objetivo é simplificar a interação dos clientes com a marca, mantendo o Disney+ como peça central digital da empresa.
- A ideia já havia sido considerada há anos pelo ex-CEO Bob Iger e envolve explorar fusão entre Hulu e Disney+, além de conteúdo gerado por usuários e inteligência artificial.
- Em março houve revés envolvendo a OpenAI e o encerramento do acordo para o Sora, um projeto de vídeos gerados por IA; a Disney prepara seus primeiros resultados trimestrais sob D’Amaro para 6 de maio.
Executivos de alto escalão da Disney discutem a possibilidade de unificar os diversos aplicativos da empresa e transformar o serviço de streaming em um hub único. A ideia seria criar um “super app” que integre Disney+, reservas de parques, compras de produtos, jogos e conteúdos, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Ainda não houve decisões ou etapas concretas.
A iniciativa seria liderada pelo novo CEO, Josh D’Amaro, que busca reduzir silos internos e simplificar a interação dos clientes com a marca. O objetivo é criar um portal central para experiências da Disney, não apenas um serviço de streaming tradicional.
O que está em discussão envolve a fusão de Disney+ com apps como Disneyland Resort e Disney Cruise Line Navigator, segundo fontes que pediram reserva de identidade por confidencialidade. As conversas permanecem em estágio inicial e ainda não há cronograma.
Contexto interno e objetivos
Historicamente, a Disney já avaliou a ideia de um super app ou de um programa de assinatura único. Anteriormente, o ex-CEO Bob Iger testou versões menos abrangentes no Reino Unido, e a empresa rerrefinou planos conforme expandia apps separados.
A empresa tem mostrado interesse em ampliar conteúdo gerado por usuários, explorar IA e aproximar jogos de entretenimento. D’Amaro, que assumiu a liderança em março, afirma que o Disney+ pode evoluir para um portal digital central. O posicionamento atual envolve conectar histórias, experiências e filmes de formas novas.
Obstáculos e cenário atual
A fusão de plataformas enfrenta desafios logísticos e tecnológicos, além de direitos de programação. A Disney também trabalha para integrar Hulu ao Disney+, um processo com entraves de infraestrutura e de conteúdo, conforme apurado por fontes próximas ao tema.
Recentemente, a Disney passou a acompanhar mudanças no ecossistema de tecnologia e entretenimento, com D’Amaro atuando em governança ligada à Epic Games. A ideia de um super app segue como ambição de longo prazo, mas sem prazo definido.
A Disney apresentará seus primeiros resultados trimestrais sob a gestão de D’Amaro em 6 de maio, marcando o início de uma nova etapa sob esse conjunto de estratégias. Fontes ressaltam que a direção permanece focada na evolução do negócio direto ao consumidor.
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