Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Risco global de escassez de combustíveis cresce

Risco global de escassez de petróleo se agrava; choque de oferta histórico eleva preços, inflação e custos de consumo, com subsídios vistos como nocivos no Brasil

Barcos e navios no estreito de Hormuz, na Península de Musandam (Omã)
0:00
Carregando...
0:00
  • Países e empresas avaliam maior risco de escassez de petróleo e derivados, já presente em países pobres da Ásia e da África, além de temor de interrupção maior na oferta global.
  • Guerra no Irã é apontada como fator que pode ampliar o choque de oferta; especialistas dizem que subsídios severos não resolveriam o problema e poderiam piorar a situação.
  • Preços já subiram e afetam inflação, juros e perspectivas de crescimento; Brent no mercado futuro ficou em cerca de US$ 67 em janeiro, US$ 71 em fevereiro e US$ 101 em abril.
  • Banco Mundial aponta queda de oferta mundial de petróleo em março de cerca de 10 milhões de barris por dia; estoques devem sustentar consumo até meados do ano, mas pode faltar diesel, querosene e gás em quatro a oito semanas com o fechamento de Hormuz.
  • Governo brasileiro discutia subsídios por um trimestre; há incerteza sobre a viabilidade disso diante do risco de escassez e do cenário eleitoral.

O risco global de escassez de combustíveis tende a se intensificar devido ao conflito envolvendo o Irã, que já afeta preços do petróleo e inflação em várias regiões. Observadores avaliam impactos que vão além de repasse de guerras aos consumidores.

Governos e empresas analisam a possibilidade de faltas estruturais de petróleo e derivados, especialmente em países mais pobres da Ásia e da África. A tensão regional aumenta a incerteza sobre oferta e logística.

O mercado já registra elevações significativas: o Brent chegou a cerca de 101 dólares por barril em abril, após meses de alta. Analistas destacam que essa elevação não incorpora completamente o choque de oferta potencial.

Relatórios do Banco Mundial indicam uma redução de oferta mundial em março, com perdas estimadas em 10 milhões de barris por dia, diante de 100 milhões consumidos diariamente. Estoques devem sustentar demanda até meados do ano.

A depender do tempo de interrupção no Estreito de Hormuz e de danos às instalações, há risco de desabastecimento de diesel, querosene para aviação e gás em quatro a oito semanas. Pesquisas apontam possível normalização apenas a partir de outubro.

No Brasil, o governo previa subsídios por um trimestre para mitigar impactos. Especialistas alertam que subida de preços, se mantida, pode piorar inflação e custo de energia, sem garantias de controle via subsídios.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais