- O preço global do diesel subiu desde o início do conflito no Irã, com o bloqueio do Estreito de Ormuz afetando cerca de 20% da produção mundial.
- Distribuidoras brasileiras mobilizam ações complexas para evitar apagão, incluindo maior uso de navios, expansão da armazenagem e seguros, com investimentos extras.
- O objetivo é manter o abastecimento e a atividade econômica, já que o Brasil importa 30% do diesel que consome.
- Mesmo em cenário de cessar-fogo, o tempo médio de ciclo de importação desde a região é de cerca de 45 dias, indicando possibilidade de gargalos por meses.
- O barril Brent chegou a US$ 120, elevando o diesel internacional em cerca de 65%, com volatilidade de custos de importação e impacto estimado de 5% a 10% no preço final, conforme a região.
O setor de combustíveis lançou uma estratégia para evitar um apagão do diesel no Brasil, diante de um cenário internacional desafiador. A mobilização envolve distribuidoras e fornecedores para manter o abastecimento, mesmo com elevações de preços globalmente observadas. A atuação visa evitar impactos severos aos transportes, agronegócio e cadeias produtivas.
A crise é consequência da Guerra no Irã e do bloqueio do Estreito de Ormuz, que prejudicam a oferta mundial de petróleo. O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade diante de oscilações de preço e disponibilidade. A medida busca manter o ritmo de abastecimento no país.
Ações exigem investimento adicional e planejamento logístico complexo, incluindo maior uso de navios, expansão da capacidade de armazenagem e contratação de seguros. Também envolve adequação de custos entre diesel nacional e importado para sustentar o abastecimento.
Contexto internacional
A crise se originou com a redução da oferta no mercado internacional, agravada pela instabilidade no Oriente Médio e pelos impactos já observados no Leste Europeu. Diante disso, governos e setor privado precisam reavaliar rotas de suprimento e prazos de entrega, para evitar rupturas.
Impacto no Brasil
A cadeia de distribuição tem trabalhado para evitar desabastecimento mesmo com câmbio de prazos de recebimento e custos adicionais. O tempo estimado de trânsito entre áreas produtoras e o Brasil gira em torno de 45 dias, o que exige planejamento antecipado de estoque.
Perspectivas e custos
Especialistas apontam que o diesel brasileiro sofre pressão de preço pela alta global, com variações diárias no mercado internacional. Ainda assim, o peso dos ajustes na ponta de venda ao consumidor se mantém como parcela minoritária, em torno de 5% a 10%, conforme a região e a logística local.
Desdobramentos
A vigência de medidas de mobilização exige monitoramento contínuo, já que condições internacionais podem se manter instáveis por meses. As distribuidoras destacam a importância de manter operações estáveis para evitar impactos mais amplos na economia.
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