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Gilles Lipovetsky na SPIW: o luxo que mudou

Lipovetsky afirma que a consciência ambiental tornou o luxo sensível a origens e impactos, valorizando artesanato e turismo de experiência

Gilles Lipovetsky no SPIW: o único luxo que mudou - Estadão
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  • Gilles Lipovetsky participou do painel de Luxo do São Paulo Innovation Week, em São Paulo, 14 de maio, destacando a consciência ambiental como principal transformação do luxo nas últimas décadas.
  • Para o filósofo, o luxo não mudou de forma estrutural desde os anos oitenta; as alterações acontecem na comunicação, escala e canais, não na essência.
  • A exceção é a preocupação ambiental dos compradores de luxo, que torna difícil ostentar bolsas de crocodilo sem constrangimento, segundo Lipovetsky.
  • Ele aponta o handmade (feito à mão) como resposta do mercado para manter prestígio e autenticidade, em uma era de inteligência artificial.
  • O Brasil é visto como mercado com potencial: o luxo pode chegar pela segunda mão e pelo vintage, que oferece personalização e exclusividade, com expectativa de crescimento global futuro.

Gilles Lipovetsky relaciona o que mudou no luxo à consciência ambiental. O filósofo afirma que a primeira transformação real ocorreu onde menos se esperava, com a percepção sobre a origem de materiais. O luxo, hoje, é redefinido pela busca por sustentabilidade, não pelo preço.

O pesquisador, reconhecido por obras sobre hipermodernidade, participa do painel de Luxo do São Paulo Innovation Week. O evento ocorre no Pacaembu, em 14 de maio. Em Paris, ele antecipou que o tema não terá foco em redes sociais ou pandemia, e sim na lógica do luxo em evolução.

O que muda é observado na origem dos insumos e na responsabilidade das marcas. Lipovetsky cita a bolsa de crocodilo como símbolo de status que perdeu encanto diante da preocupação ambiental, revelando contradições do setor.

Mudanças significativas no luxo

Apenas a mensagem de marketing verde não basta. Para o pensador, o luxo precisa adotar missão política, sem abrir mão da autenticidade. A artesania manual surge como resposta à pressão tecnológica e à preservação do prestige no contexto atual.

Outra força apontada é o turismo de luxo, que se expande para além de bens. O desejo por novas experiências mantém demanda mesmo com acúmulo de itens. Investimentos em hotéis, resorts exclusivos e turismo espacial são exemplos citados.

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