- O Desenrola 2.0 permite renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, empréstimo pessoal e Fies, com negociação direta com os bancos.
- Juros máximos de 1,99% ao mês e possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas.
- Descontos variam entre 30% e 90% sobre o valor total da dívida.
- Público-alvo é composto por pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas com atraso entre 90 e 180 dias.
- Quem aderir ficará impedido por um ano de acessar plataformas de apostas online; a iniciativa já renegociou, na primeira fase, mais de R$ 53 bilhões para cerca de 15 milhões de pessoas.
O governo federal divulgou nesta segunda-feira a atualização do programa Desenrola, agora batizado de Desenrola 2.0. A iniciativa oferece renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal e Fies para pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que confirmou limites de juros de até 1,99% ao mês e a possibilidade de usar até 20% do FGTS para quitar dívidas. Ainda segundo o presidente, quem aderir ficará impedido por um ano de plataformas de apostas online.
A proposta busca reduzir o endividamento das famílias diante de juros elevados e da recuperação tímida de renda. Em março, o índice de endividamento atingiu 80,4%, segundo a CNC, com 29,6% em atraso e 12,3% sem condições de pagamento.
Novo formato de renegociação
Na fase atual, as negociações ocorrerão diretamente com os bancos, com foco em dívidas de cartão, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e débitos do Fies. Descontos variam entre 30% e 90% sobre o valor consolidado.
Outra novidade é a redução de juros para os parcelamentos, limitados a 1,99% ao mês. A curadoria dos descontos segue o critério de negativação, priorizando quem tem atraso entre 90 e 180 dias.
Falas oficiais e cenário econômico
O governo aponta que, anterior ao Desenrola 2.0, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram mais de R$ 53 bilhões por meio da primeira edição, entre julho de 2023 e maio de 2024. As negociações ocorreram via plataforma digital.
A estratégia acompanha o ciclo de queda da Selic, que encerrou abril em 14,5% ao ano, após atingir 15%. O objetivo é evitar novos endividamentos durante a renegociação, mantendo o foco na recuperação econômica.
Entre na conversa da comunidade