- Esmeralda Selena, com 142 quilos, foi encontrada na Serra da Carnaíba, Bahia, e vai a leilão no próximo mês com lance inicial de R$ 79,8 milhões; a pedra é classificada como rara e de grande valor científico e colecionável.
- Gemólogos destacam que a peça reúne características geológicas, tamanho e preservação, configurando um testemunho geológico singular.
- O mercado brasileiro de esmeraldas gigantes movimenta bilhões, com exemplos como esmeraldas de 69 quilos arrematadas por R$ 50 milhões para grupo árabe e uma peça de 241 quilos avaliada em até R$ 2 bilhões, que não foi vendida.
- Em 2024, uma canga de 137 quilos foi leiloada pela Receita Federal por R$ 175 milhões; no primeiro trimestre de 2026, as exportações de gemas somaram US$ 18 milhões.
- Exposol, em Soledade (Rio Grande do Sul), reúne cerca de 300 empresas do setor; o país mantém exportação responsável por parte relevante da produção, com demanda internacional e retomada gradual do mercado.
Uma esmeralda de 142 quilos, encontrada na Serra da Carnaíba, Bahia, vai a leilão no próximo mês com lance inicial de 79,8 milhões de reais. Batizada de Selena, o mineral é classificado por gemólogos como raridade absoluta, um berilo verde com formação geológica preservada.
O gemólogo Cesar Maia, da Bid Leilão, descreve Selena como testemunho geológico singular. Ele afirma que a pedra reúne características de geologia, dimensão e integridade, situando-a em um patamar único no mundo.
A notícia abre o cenário de um mercado bilionário em que esmeraldas brasileiras gigantes atraem compradores internacionais, incluindo árabes, europeus e chineses, em busca de peças únicas extraídas do solo nacional.
Esmeraldas gigantes sob pressão de leilões e investimentos
Dados do IBGM apontam que a Bahia é referência na produção de esmeraldas de grande porte, com leilões como diferencial de negócio. Em dezembro, uma peça de 69 quilos teve lance inicial de 100 milhões de reais, mas terminou arrematada por 50 milhões por grupo árabe.
Em agosto do ano passado, uma canga de 241 quilos na Serra da Carnaíba aguardou avaliação de até 2 bilhões, com lance mínimo de 105 milhões; o item não foi arrematado e foi retirado da plataforma.
Em 2024, uma esmeralda de 137 quilos encontrada em Pindobaçu foi leiloada pela Receita Federal. O lance final atingiu 175 milhões de reais, após lance mínimo de 115 milhões, com dimensões de 60 por 20 por 20 centímetros.
Exportações e cenário internacional do setor
O mercado externo movimentou 18 milhões de dólares nos primeiros três meses de 2026, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento. O setor é impulsionado pela exclusividade de pedras brasileiras, comuns a joalherias de luxo e colecionadores.
O presidente do Sindijoias Ajomig, Murilo Graciano, ressalta que a qualidade e a diversidade brasileira ampliam o valor para mercados internacionais. Gema atende também aos setores de decoração, colecionismo e esoterismo.
Principais pedras e regiões produtoras
O IBGM destaca que Minas Gerais, especialmente Itabira e Nova Era, e Goiás, Campos Verdes, concentram boa parte da produção. Bahia, Carnaíba e Socotó aparecem como áreas relevantes para esmeraldas de grande porte.
A turmalina paraíba, o topázio imperial e as esmeraldas aparecem entre as gemas mais demandadas no exterior. Campos Verdes produz entre 800 e 1 mil quilos de esmeraldas por mês, enquanto Ouro Preto domina o topo do topázio imperial.
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