- Yannis Stournaras, membro do Conselho do BCE e presidente do Banco da Grécia, disse que a preocupação com uma possível recessão na zona do euro é real e justificada.
- A justificativa é o choque de oferta causado pelo conflito no Médio Oriente.
- Em entrevista ao Phileleftheros, ele afirmou que não há sinais de repasse significativo de preços de energia mais altos para a inflação, mas é cedo para estimativas precisas.
- O BCE manteve as taxas estáveis na semana passada e concentra a análise no risco de efeitos de segunda ordem, como pressão sobre salários, preços e expectativas de inflação.
- Stournaras ressaltou que o cenário permanece incerto e que a atenção está no impacto dos choques de oferta na economia.
O presidente do Banco da Grécia e membro do Conselho do Banco Central Europeu, Yannis Stournaras, afirmou em entrevista ao Phileleftheros que a preocupação com uma possível recessão na área do euro é real e justificada. O sustento da dúvida vem de uma interrupção de oferta provocada pelo conflito no Oriente Médio.
Stournaras disse que não há sinal de repasse significativo de elevação nos preços de energia para a inflação, embora ainda seja cedo para estimativas precisas. O comitê executivo do BCE mantém o olhar atento aos chamados efeitos de segunda rodada.
Segundo o dirigente, o BCE manteve as taxas de juros inalteradas na última decisão, e a análise centrou-se no risco de pressões adicionais sobre salários, preços e expectativas de inflação, caso ocorram reajustes persistentes na energia e em commodities.
A entrevista foi publicada por meio de um veículo com base em Chipre, destacando o papel do BCE na avaliação de riscos para a economia da zona do euro. A menção ao impacto geopolítico ressalta a preocupação com volatilidade de mercados e com o desempenho macroeconômico.
Entre os temas abordados, também aparecem avaliações sobre como o cenário externo pode influenciar decisões de política monetária nos próximos meses, sem indicar prazos ou caminhos específicos. O conteúdo, divulgado pelo Phileleftheros, evidencia a comunicação contínua entre autoridades e imprensa.
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