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Aéreas reduzem voos e sobem tarifas com falta de combustível

Crise de combustível eleva custos, reduz oferta de voos e aumenta tarifas; União Europeia coordena governo e indústria para mitigar impactos

Avião de passageiros da Aeroflot prestes a pousar no aeroporto internacional de Sheremetyevo, nos arredores de Moscou, Rússia 23/08/2023 REUTERS/Maxim Shemetov
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  • A crise global de combustíveis para aviação levou a União Europeia a intensificar a coordenação com governos e companhias aéreas para enfrentar o aumento de custos e cortes de voos.
  • A Comissão Europeia trabalha com Estados-membros e agentes da indústria para diretrizes sobre abastecimento, direitos dos passageiros e uso de combustíveis do padrão norte-americano, com recomendações técnicas da Agência Europeia para a Segurança da Aviação.
  • Desde o início do conflito envolvendo o Irã, o preço do combustível de aviação dobrou, levando as empresas a reduzir a oferta global e cancelar voos, com uso maior de aeronaves menores ou mais eficientes.
  • Entre as grandes companhias, a Lufthansa cancelou cerca de vinte mil voos até outubro; a Delta reduziu a capacidade no segundo trimestre; a Air France-KLM ajustou tarifas; a KLM suspendeu mais de cento e cinquenta voos na Europa; a SAS e a Air Canada também anunciaram cortes.
  • As empresas têm aumentado preços e sobretaxas, com a United Airlines analisando elevar tarifas em até vinte por cento; outras companhias já reajustaram taxas de bagagem; governos adotam medidas para mitigar impactos, e a União Europeia busca distribuir combustível entre países para evitar desabastecimento.

A crise global de combustíveis para aviação levou a União Europeia a intensificar a coordenação com governos e companhias aéreas. O setor reduziu voos, elevou tarifas e revisa projeções diante do aumento de custos.

A Comissão Europeia informou que atua com estados-membros e com o setor para enfrentar a incerteza sobre a duração da crise. A porta-voz Anna-Kaisa Itkonen destacou que ninguém sabe quanto tempo isso vai durar, segundo a Anadolu.

A crise afeta o preço do combustível desde o início do conflito envolvendo o Irã, que dobrou o custo do insumo. O Financial Times aponta retirada de cerca de 2 milhões de assentos na oferta global em maio, com milhar de voos cancelados.

Entre as maiores companhias, a Lufthansa cancelou 20 mil voos até outubro. A Delta reduziu capacidade no segundo trimestre em torno de 3,5%. A Air France-KLM elevou tarifas e ajustou operações.

A KLM suspendeu mais de 150 voos na Europa. A SAS cancelou aproximadamente 1 mil voos em abril. A Air Canada cortou frequências para Nova York. Alguns reajustes atingem tarifas de bagagem.

Operadoras também recorrem a sobretaxas. A United Airlines avalia elevar tarifas em até 20%. American Airlines, Delta e JetBlue já reajustaram taxas de bagagem. China Eastern e Cathay Pacific elevaram sobretaxas de combustível.

Algumas empresas tentam limitar o repasse aos consumidores. A Ryanair afirmou que não pretende aplicar sobretaxas. A EasyJet disse que não cobrará custos adicionais em pacotes já vendidos, mas reconheceu impacto nos resultados.

Medidas e diretrizes

Governos adotam medidas para mitigar impactos. O Reino Unido pediu maior produção de refinarias. A Comissão Europeia propõe otimizar a distribuição de combustível entre países para evitar desabastecimento.

A UE trabalha com regras sobre abastecimento excessivo, direitos dos passageiros e uso de combustíveis de padrão norte-americano, com apoio técnico da EASA. As diretrizes devem orientar o setor diante da crise.

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