- Anbima selecionou vinte propostas para o piloto de tokenização com debêntures e fundos, após receber trinta e nove inscrições do mercado.
- Mais de cinquenta instituições, entre bancos, gestoras e empresas de tecnologia, vão testar o ciclo de vida de ativos tokenizados em ambiente controlado.
- O piloto não movimenta recursos reais e pretende simular etapas como estruturação, emissão, transferências, eventos e liquidação.
- O conjunto de projetos inclui: dez propostas em infraestrutura com tecnologia de registro distribuído em nove consórcios; sete propostas apenas de debêntures digitais em cinco consórcios; e três propostas de fundos com governança por contratos inteligentes.
- A fase terá duração de cerca de seis meses, com acompanhamento próximo e utilização de uma rede de registro distribuído criada pelo mercado, para compartilhar aprendizado e apoiar futuras regulações e operações.
A Anbima, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, anunciou a seleção de 20 propostas para a fase de testes do projeto-piloto de tokenização de debêntures e fundos. A iniciativa recebeu 39 inscrições do mercado.
Os projetos envolvem mais de 50 instituições entre bancos, gestoras e empresas de tecnologia. Os participantes vão explorar aplicações práticas da tokenização em debêntures e fundos, simulando o ciclo de vida de ativos tokenizados em ambiente controlado.
O objetivo é testar a viabilidade da tokenização dentro da infraestrutura do mercado de capitais, sem movimentação real de recursos ou participação de investidores. A expectativa é identificar gargalos operacionais e criar referências para o ecossistema.
Grupos de projetos
Entre as propostas selecionadas, um grupo concentra debêntures e fundos em uma infraestrutura baseada em tecnologia de registro distribuído (DLT). Nesse bloco, há dez propostas de nove consórcios, com diversos parceiros em cada projeto.
Consórcio Galápagos Capital e Liqi Digital Assets; Itaú Unibanco
Consórcio Braza Bank, Libertas Asset, Actual DTVM, Ripple Brasil e BBChain
Consórcio BBVA e VERT Capital
Consórcio TokenOne, Banrisul e NF Securitizadora
Consórcio Banco do Brasil, BB‑BI, Caixa, Inter Asset, Inter DTVM, Núclea, RealPrice, BBChain e GoLedger
Consórcio Banco do Nordeste, BBChain e Britech
Consórcio Oliveira Trust e Liqi Digital Assets
Consórcio AmFi, Travessia Securitizadora e Pier Gestora
Consórcio Banco BNP Paribas, BBChain e RTM
Outro grupo reúne sete propostas, de cinco consórcios, focadas em debêntures digitais. Os testes visam emissão, gestão e liquidação desses títulos em formato nativo digital.
Consórcio Banco BV, Banco Inter e Kaleido
Consórcio BZLog, Finchain, Finventures e Dojo; BTG Pactual
Consórcio Mercado Bitcoin e Capitare
Consórcio Banco Santander e Evertec; B3
Consórcio Laqus e Bitshopp
Foco em fundos e governança
No caso de fundos de investimento, três propostas de dois consórcios foram selecionadas para testar o uso de contratos inteligentes na governança e em processos operacionais.
Consórcio Apex Group, MAPS S.A. e Inspire IP
Consórcio Banco Safra, Hamsa e IBM; Bradesco
Detalhes do processo e próximos passos
A fase de testes terá duração de cerca de seis meses, com acompanhamento próximo e troca estruturada de informações entre participantes. O experimento será realizado em uma rede DLT própria do mercado, buscando replicar condições reais em ambiente seguro.
Ao fim dos testes, o conhecimento gerado será compartilhado com o mercado. A Anbima pretende que os resultados contribuam para o uso mais amplo da tokenização e para futuras discussões regulatórias e operacionais.
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