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Bioeconomia brasileira ganha força global após G20 e COP30, mas precisa atrair investimentos

Plano Nacional de Bioeconomia tem potencial de até US$ 140 bilhões/ano até 2032, mas depende de implementação prática e atração de investimentos

Plano de bioeconomia considera conhecimentos tradicionais — Foto: Getty Images
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  • O Brasil ganhou destaque global na bioeconomia após o G20 e a COP30, com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) lançado em abril.
  • Estima-se que a bioeconomia do conhecimento gere entre US$ 100 bilhões e US$ 140 bilhões em receitas anuais até 2032, abrangendo alimentos, cosméticos, saúde, materiais e agronegócio.
  • A construção do PNDBio partiu de participação social, com mais de 1.300 contribuições, 98 instituições envolvidas e cerca de 480 participantes em encontros presenciais.
  • A cooperação internacional, especialmente via UK PACT, tem papel estratégico ao fortalecer políticas públicas, diálogo multissetorial e a confiança de investidores.
  • O principal desafio agora é transformar o reconhecimento internacional em implementação prática, com foco na execução de políticas, instrumentos financeiros e parcerias multissetoriais.

O Brasil avança na construção de sua Política Nacional de Bioeconomia com apoio internacional e agenda estruturada. A cooperação com o Reino Unido e a priorização de debates no G20 e na COP30 fortalecem o tema globalmente. O desafio é transformar planos em investimentos e renda nos territórios.

Estimativas indicam que a bioeconomia do conhecimento pode gerar entre US$ 100 bilhões e US$ 140 bilhões em receitas anuais até 2032. Os setores abrangidos vão de alimentos e cosméticos a saúde, materiais e agronegócio, apoiados por ciência, tecnologia e saberes tradicionais.

O PNDBio, apresentado em abril, consolida esse esforço em política pública. O documento resulta de participação social ampla, com diálogos regionais, consultas públicas e envolvimento de diversas instituições.

Cooperação internacional

O UK PACT apoiou a construção da política, fortalecendo políticas públicas, diálogo multissetorial e produção de conhecimento técnico. A cooperação também destacou o papel dos territórios na formulação da bioeconomia.

Para a delegação britânica, a parceria reduz incertezas e atrai investimentos, atuando como catalisadora para projetos baseados na natureza.

Desafio da implementação

O principal desafio é levar o arcabouço institucional para a prática na ponta do serviço. Especialistas apontam a necessidade de execução das políticas, instrumentos financeiros inovadores e parcerias multissetoriais.

Modelos que combinem apoio técnico, crédito e gestão são vistos como essenciais para escalar cadeias produtivas da sociobiodiversidade e áreas de restauração ecológica.

Caminhos para o futuro

O foco agora está em fortalecer parcerias estratégicas, incluindo a cooperação Brasil-Reino Unido, e intensificar a interação entre setor público e privado. A atuação em territórios é destacada como condição para transformar promessas em ação concreta.

O papel da cooperação internacional é considerado decisivo para destravar investimentos, ao reduzir riscos iniciais e tornar oportunidades mais visíveis aos investidores.

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