- A China já responde por seis em cada dez carros importados no Brasil, com o movimento acelerado para antecipar vendas antes do aumento do imposto de importação para veículos elétricos e híbridos, previsto para julho.
- Entre janeiro e março de 2026, as exportações de veículos chineses para o Brasil somaram mais de US$ 2,16 bilhões, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025.
- Em 2024, elétricos e híbridos representaram 11% das vendas no Brasil; a expectativa é que este ano acima de 20%.
- O Brasil, sexto maior mercado global, passou a atrair montadoras chinesas à medida que Estados Unidos e Europa restringiram acesso por questões geopolíticas e tarifárias.
- Embora haja maior oferta, a infraestrutura de recarga ainda é insuficiente; especialistas indicam perspectiva de crescimento contínuo com maior acesso a modelos modernos.
A China lidera o mercado de carros importados no Brasil, respondendo por seis em cada dez veículos trazidos ao país. A movimentação ocorre em meio à corrida das montadoras para antecipar vendas antes do aumento do imposto de importação de veículos elétricos e híbridos, previsto para julho.
Dados da alfândega chinesa indicam que, entre janeiro e março de 2026, as exportações de veículos para o Brasil somaram mais de US$ 2,16 bilhões, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025. No ano anterior, elétricos e híbridos representaram 11% das vendas no Brasil; a projeção para este ano é de mais de 20%.
Crescimento no Brasil
Para o especialista em tecnologias veiculares Murilo Briganti, o conflito no Oriente Médio contribuiu para o movimento, já que Estados Unidos e Europa impuseram barreiras tarifárias, abrindo espaço para a atuação de fabricantes chineses no Brasil, sexto maior mercado automotivo do mundo.
Apesar da demanda crescente, persistem obstáculos, como a infraestrutura de recarga de veículos elétricos no país. Ainda assim, a oferta amplia-se e a concorrência entre montadoras tende a ampliar o acesso a modelos mais modernos.
Segundo Briganti, o brasileiro acompanha as novidades internacionais e busca tecnologia de ponta, com competição intensa e oferta variada impulsionando o mercado. A tendência aponta para continuidade do crescimento dos importados chineses no Brasil.
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