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De Pix a PX: tensão nas lives de varejo online

Varejistas trocam Pix por PX em lives para manter desconto à vista e evitar bloqueios das plataformas

Pix e a guerra fria nas lives: varejistas se dizem pressionados pelas plataformas e bandeiras de cartão a evitar a divulgação de descontos no pagamento via Pix (Rafael Henrique/SOPA Images/Getty Images)
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  • Varejistas de micro e pequeno porte substituem Pix por PX em lives para manter desconto à vista e escapar de bloqueios das plataformas.
  • Quem não usa PX pode ter transmissões bloqueadas ou derrubadas nas redes sociais.
  • O live commerce já representa parte relevante do consumo online, com estimativas entre 31% e 61% dos compradores; pode converter até 10x mais que o e-commerce tradicional.
  • A pressão externa inclui críticas do governo dos Estados Unidos ao Pix, visto como desvantagem para pagamentos brasileiros e possível barreira comercial.
  • Em 2025, o Pix movimentou cerca de R$ 35,4 trilhões em quase 80 bilhões de transações; o setor de cartões movimentou cerca de R$ 4,5 trilhões, com crédito em torno de R$ 3,1 trilhões.

Pequenos e médios varejistas que fazem lives nas redes sociais para divulgar produtos passaram a usar a expressão PX em vez de Pix para falar de pagamentos à vista. A mudança serve para manter descontos e evitar bloqueios de plataformas.

Em transmissões ao vivo, comerciantes relatam que alguns parceiros foram derrubados ou bloqueados por violar diretrizes. A prática evidencia a disputa pela linguagem de pagamento no varejo online, ainda concentrada em plataformas que lideram pedidos.

O live commerce tem peso real no desempenho de vendas. Estima-se que 31% a 61% dos compradores brasileiros já participaram de lives, com potencial de conversão até dez vezes superior ao e-commerce tradicional. Assim, a terminologia pode influenciar alcance e faturamento.

Impacto do cenário técnico e regulatório

O Pix movimentou cerca de 35,4 trilhões de reais em 2025, com quase 80 bilhões de transações, segundo o Banco Central. O mercado de cartões somou cerca de 4,5 trilhões, sendo 3,1 trilhões em crédito, ainda sustentado por juros altos.

No contexto, a contestação externa também pesa. O governo dos EUA, sob a administração de Trump, voltou a Questionar o Pix, apontando riscos competitivos para empresas americanas de pagamento. A avaliação sinaliza pressão sobre o varejo brasileiro na adoção de métodos de pagamento.

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