- Governo lança a versão 2.0 do Desenrola; bancos aderentes devem atender a contrapartidas como desnegativar nomes de pessoas com dívida de até R$ 100 e renegociar crédito.
- Novidade traz envio proibido de recursos a casas de apostas por cartão de crédito, crédito parcelado e Pix crédito/parcelado; também há exigência de destinar 1% do valor garantido pelo Fundo Garantidor de Operações à educação financeira.
- Beneficiários poderão usar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas dentro do programa.
- Renegociação inclui dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e do Fies, com juros de até 1,99% e descontos que chegam a 90%.
- Em fala pública, o presidente Lula informou que usuários do Novo Desenrola ficarão bloqueados por um ano em plataformas de apostas online; a primeira fase beneficia pessoas físicas.
O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) a edição 2.0 do programa Desenrola. Bancos participantes terão que cumprir contrapartidas, com foco na renegociação de dívidas de consumidores com renda baixa ou moderada.
Entre as regras, está a limpeza de nomes de quem tem dívida de até R$ 100, além do crédito renegociado. Também é obrigatória a destinação de 1% do valor garantido pelo FGO para educação financeira e a proibição de envio de recursos a casas de apostas por meio de cartões, pix ou crédito.
Nesta versão, beneficiários poderão usar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas. O anúncio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros da Fazenda, Planejamento, Trabalho e Empreendedorismo.
Novidades do programa
O Desenrola 2.0 permite renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e do Fies. As taxas de juros podem chegar a 1,99%, com descontos de até 90% em alguns casos.
Lula já havia adiantado que usuários ficarão bloqueados por um ano em plataformas de apostas online, como parte da estratégia para evitar novas perdas financeiras durante o processo de renegociação.
O programa prevê, ainda, fases futuras com grupos focais que compreendem famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas, começando pela prioridade a pessoas físicas.
A iniciativa ocorre em um momento de juros altos e elevado endividamento das famílias. Dados do Banco Central indicam recorde no endividamento em 12 meses, chegando a 49,9% em fevereiro, além de alta no comprometimento da renda com a dívida, a 29,7%.
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