- A busca pela palavra “dívida” no Google atingiu recorde, com aumento de 150% nos últimos cinco anos, registrado na quinta-feira, 30 de abril, próximo ao anúncio do Novo Desenrola Brasil.
- O governo assinou a Medida Provisória que cria o Novo Desenrola Brasil, programa com quatro eixos: famílias, estudantes, empreendedores e agricultores rurais, para renegociação de dívidas.
- A inadimplência atinge mais de 80 milhões de brasileiros, com dívidas não pagas somando 539 bilhões de reais em fevereiro, segundo a Serasa Experian.
- Explicam-se, em parte, as dificuldades financeiras pela alta dos juros; a taxa Selic ficou em 14,75% ao ano desde 18 de março, após longos momentos em 15%.
- Dados do Banco Central indicam que quase metade da população está endividada, ajudando a entender o contexto de busca por soluções de renegociação.
O termo dívida atingiu recorde de buscas no Google em meio ao anúncio do Novo Desenrola Brasil, programa do governo Lula destinado a renegociar débitos. A medição foi feita na quinta-feira, 30 de abril, antes da oficialização do programa.
Levantamento do Projeto Brief, divulgado pela Coluna do Estadão, mostra aumento de 150% nas buscas pela palavra nos últimos cinco anos. Neste 30 de abril, já se previa o lançamento do programa que terá quatro eixos: famílias, estudantes, empreendedores e agricultores rurais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória que cria o Novo Desenrola na segunda-feira seguinte à data da medição, quando o governo oficializou o projeto. A proposta visa facilitar a renegociação de dívidas a diferentes segmentos da sociedade.
Contexto do programa
O governo aponta a inadimplência como desafio estrutural, com mais de 80 milhões de brasileiros endividados e dívidas no total de cerca de R$ 539 bilhões em fevereiro, segundo Serasa Experian. A medida busca, entre outros aspectos, reduzir o peso dos débitos na renda familiar.
A existência de juros elevados é citada como fator que fortalece o problema. A taxa Selic ficou em 15% ao ano por longos períodos e passou a 14,75% em 18 de março, sinalizando elevada rigidez monetária que impacta o crédito.
Cenário econômico
Especialistas destacam que a renego”ciação de dívidas pode ter efeito temporário. O cenário macroeconômico mostra robustez relativa da economia, mas dificuldades nas finanças pessoais persistem. O alto comprometimento de renda e a inflação influenciam o consumo e o endividamento.
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