- ETF acumula captação líquida de R$ 13,3 bilhões de janeiro de 2025 até novembro, puxada pela renda fixa, com R$ 10 bilhões.
- O patrimônio líquido total é de R$ 70 bilhões, sendo R$ 49 bilhões em renda variável, o que corresponde a cerca de 0,8% da indústria de fundos, segundo a Anbima.
- Em 2024, o grupo registrou saída líquida de R$ 2,7 bilhões.
- Até agora em 2025 foram criados 53 ETFs, com foco em várias estratégias, incluindo renda fixa, ações, crédito privado, ouro e bitcoin.
- O Itaú Asset detém 28% do mercado brasileiro de ETFs e aponta vantagens como liquidez, baixo custo, transparência e benefícios fiscais; mudanças previstas no Congresso podem afetar a classe.
Os ETFs começam a engrenar no Brasil, registrando captação líquida de 13,3 bilhões de reais de início de 2025 até novembro, puxada principalmente pela renda fixa. Dados da Anbima apontam esse avanço frente ao desempenho de 2024, quando houve saída líquida de 2,7 bilhões de reais.
Entre as motivações, o crescimento vem pela diversidade de estratégias dos ETFs, que vão além de ações, abrangendo renda fixa, crédito privado, ouro e até criptomoedas. No ano, 53 novos fundos do tipo foram lançados, segundo a B3.
Desempenho e participação da indústria
O patrimônio líquido total dos ETFs é de 70 bilhões de reais, sendo 49 bilhões em renda variável, o que representa cerca de 0,8% da indústria de fundos. Em cinco anos, o PL quase dobrou, passando de 34 bilhões em 2020.
Especialistas avaliam o amadurecimento do mercado e as vantagens oferecidas pelos ETFs, como liquidez, custo baixo, transparência e benefícios tributários. A alíquota para renda variável é de 15%, com regime fiscal diferenciado para renda fixa; porém, mudanças em discussão no Congresso podem impactar o setor.
Perspectivas para o setor
A Itaú Asset, uma das pioneiras, detém hoje cerca de 28% do segmento no Brasil e aponta espaço para expansão de participação. O estudo também destaca que o interesse deve continuar à medida que produtos mais sofisticados ganham escala e clareza para o investidor brasileiro.
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