- O Focus aponta IPCA de 4,89% para 2026, com desaceleração para 4,00% (2027), 3,64% (2028) e 3,50% (2029).
- A Selic é estimada em 13,00% ao ano em 2026; 11,00% em 2027; e 10,00% em 2028 e 2029.
- O PIB deve crescer 1,85% em 2026, 1,75% em 2027 e 2,00% em 2028 e 2029.
- O câmbio projeta dólar em R$ 5,25 para 2026; R$ 5,30 (2027); R$ 5,39 (2028); e R$ 5,40 (2029).
- Contas externas e fiscais: déficit em conta corrente de US$ 61,20 bilhões (2026) e US$ 62,00 bilhões (2027); superávit comercial de US$ 75,00 bilhões (2026 e 2027); dívida líquida do setor público em 69,90% do PIB (2026) subindo para 78,82% (2029); déficits primários de 0,50% (2026), 0,40% (2027), 0,25% (2028) e 0,10% (2029).
O mercado financeiro revisou para cima as projeções do IPCA, chegando a 4,89% para 2026, conforme a mediana do Boletim Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (04). A pesquisa também aponta inflação mais baixa para os anos seguintes: 4,00% em 2027, 3,64% em 2028 e 3,50% em 2029.
A taxa Selic aparece projetada em 13,0% ao ano em 2026, segundo o Focus. Para 2027, a mediana indica 11,0%, e em 2028 e 2029, 10,0% ao ano. Analistas mantêm perspectiva de juros elevados ante a inflação prevista acima da meta neste horizonte.
O Focus aponta crescimento do PIB em 1,85% para 2026, seguido de 1,75% em 2027 e 2,00% em 2028 e 2029, sinalizando expansão moderada da economia brasileira nos próximos anos.
Projeções de câmbio, contas externas e fiscais
No câmbio, a mediana indica dólar a 5,25 reais em 2026, 5,30 em 2027, 5,39 em 2028 e 5,40 em 2029. Expectativas de preço da moeda refletem volatilidade externa e cenários domésticos.
Para a conta externa, o mercado projeta déficit em conta corrente de US$ 61,20 bilhões em 2026, US$ 62,00 bilhões em 2027, US$ 64,46 bilhões em 2028 e US$ 63,25 bilhões em 2029. A balança comercial deve registrar superávits de US$ 75,00 bilhões em 2026 e 2027, caindo para US$ 71,10 bilhões em 2028 e US$ 74,10 bilhões em 2029.
Na esfera fiscal, a dívida líquida do setor público é estimada em 69,90% do PIB em 2026, subindo para 73,43% em 2027, 76,30% em 2028 e 78,82% em 2029. O resultado primário aparece em déficit de 0,50% do PIB em 2026, reduzindo para 0,40% em 2027, 0,25% em 2028 e 0,10% em 2029.
Entre na conversa da comunidade