- A Galeria dos Pães foi vendida à Sapore após disputa entre herdeiros; a operação depende do aval do Cade, dado o porte da adquirente.
- A Sapore, com receita líquida de 3,6 bilhões de reais no ano passado, passa a atuar no varejo alimentar; a Galeria fatura cerca de 120 milhões de reais em 2025.
- O grupo dos Jardins envolve o ponto próprio, a Dengosa Pães e Doces e o Ateliê dos Pães, com aproximadamente 420 funcionários e cerca de 5.500 clientes aos fins de semana.
- As controvérsias entre herdeiros envolveram acusações de sonegação de impostos, desvio de recursos e irregularidades, levando Milton Guedes a afastamento e, depois, a acordo judicial em novembro de 2025.
- O escritório Gois Advogados, contratado pelos herdeiros, recebeu 4,2 milhões de reais em 2024; o caso é acompanhado pelas autoridades e pela defesa de Milton.
A Galeria dos Pães, padaria gourmet dos irmãos Oswaldo e Milton Guedes de Oliveira, foi vendida à Sapore, multinacional brasileira de refeições coletivas. O acordo envolve o ponto nos Jardins, em São Paulo, e serviços de catering do Ateliê dos Pães. A transação ainda depende de aprovação do Cade.
A venda ocorre após uma disputa familiar longa, que envolveu acusações de desvios de recursos, sonegação e insalubridade. Milton foi afastado do negócio em determinado momento, enquanto a viúva Maysa Schoeler e os filhos Renata e Ricardo Guedes disputavam a gestão.
As negociações começaram há cerca de um ano. A Sapore confirmou à Folha que a aquisição marca a entrada da empresa no varejo alimentar, com 420 funcionários e uma operação que recebeu cerca de 5.500 clientes aos fins de semana. Os valores não foram divulgados.
A Galeria dos Pães mantém operações próprias nos Jardins, além da Dengosa Pães e Doces e do serviço de catering Ateliê dos Pães. Em 2025, o grupo faturou 120 milhões, segundo dados apresentados pela imprensa. O Cade ainda não se pronunciou sobre o caso.
O histórico envolve acusações apresentadas pela viúva contra Milton, incluindo suposto desvio de recursos. Em 2024, houve uma tentativa de afastamento de Milton da gestão, acompanhada de investigações levantadas pela polícia e pelo Ministério Público de São Paulo. O litígio resultou em acordo entre as partes em 2025, ainda com pendências judiciais.
A Sapore disse ter feito due diligence e não ter identificado irregularidades relevantes. A Galeria dos Pães afirmou, em nota, que as alegações não tinham base probatória e que informações divulgadas por advogados envolvidos não refletiam a realidade da empresa. A empresa também mencionou mudanças na representação legal do caso.
O caso envolve ainda o papel de advogados externos, com episódios de acusações e defesas envolvendo figuras do escritório Gois Advogados. O histórico de controvérsias trouxe repercussão, mas a venda segue como operação regulada pelos órgãos competentes e pela comunidade empresarial local.
Fontes
- Reportagens de veículos nacionais sobre o negócio e as disputas entre herdeiros.
- Documentos institucionais e comunicados da Galeria dos Pães.
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