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Golpe do Pix errado cresce; entenda como funciona e como se proteger

Golpe do Pix errado aumenta; uso do Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central pode recuperar valores e orientar vítimas

Pix é o meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia
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  • O golpe do Pix errado ocorre quando o criminoso faz um Pix legítimo para a vítima e pede a devolução alegando erro, solicitando que o estorno seja feito para uma conta de terceiro (conta B).
  • Ao pedir a devolução para a conta de terceiros, a vítima pode acabar transferindo seus recursos ao golpista, enquanto o fraudador tenta recuperar o valor original junto ao banco de origem.
  • Dicas de segurança: confira o extrato para confirmar quem enviou o dinheiro; utilize a função Devolver oferecida pelo banco; desconfie de mensagens com urgência.
  • Em caso de fraude, use o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central; no Banco Inter, o processo pode ser iniciado pelo Super App, com prazo de até oitenta dias para registrar a reclamação e até sete dias para análise pelos bancos.
  • Não devolver o Pix errado pode ser crime de apropriação indébita; o MED pode bloquear recursos na conta do recebedor e, após avaliação, devolver total ou parcialmente à vítima.

O golpe do Pix errado segue crescendo no Brasil, explorando a boa-fé de usuários que realizam transferências via Pix. A fraude envolve vítimas que recebem uma transferência de boa-fé e acabam cobrando um estorno de terceiro.

O criminoso envia uma mensagem afirmando erro na operação e solicita a devolução do valor. O estorno é pedido para uma conta de terceiros, diferente daquela que originou o Pix, levando a vítima a enviar recursos ao golpe.

Simultaneamente, o golpista contesta a transação junto ao banco de origem, tentando recuperar os valores pelo sistema de fraudes. O esquema depende da pressão emocional para induzir a vítima a agir rápido.

Como funciona o golpe do Pix errado

O criminoso realiza um Pix legítimo para a vítima e, em seguida, afirma ter ocorrido erro na transferência. A vítima é orientada a devolver o valor para uma conta B, sob pretexto de correção.

O risco está na tentativa de estorno para o destinatário errado. Com a nova transação, a vítima perde os seus próprios recursos para o golpista.

Simultaneamente, o estelionatário busca apoio do banco de origem para reaver o valor pela via administrativa. O objetivo é obter o dinheiro de volta antes que o golpe seja detectado.

Proteção e procedimentos

Instâncias financeiras recomendam conferir extratos com atenção, verificando quem enviou o dinheiro. A função Devolver, disponível em bancos como o Inter, devolve o valor para a conta de origem.

Desconfie de mensagens com urgência ou tom desesperado. Esse tipo de abordagem busca impedir a análise cuidadosa do correntista.

Medidas de atendimento a vítima

Caso haja fraude, acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central. O objetivo é notificar a instituição recebedora e bloquear os valores envolvidos.

No Inter, o cliente pode iniciar o processo pelo Super App, reportando a transação suspeita. O prazo para registrar a reclamação é de até 80 dias após o Pix, com até 7 dias para avaliação pelas instituições.

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