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Identidade de brasileiro é vendida por US$ 40 na dark web

Dados de brasileiros vendidos na dark web por cerca de US$ 40, apontando risco de identidade falsa e necessidade de proteção

Computador usado para roubo de dados na dark web
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  • A NordVPN analisou 75 mil anúncios na dark web entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026 e constatou venda de dados de brasileiros por valores baixos, sendo o pacote completo “fullz” vendido por US$ 40.
  • O fullz inclui CPF, data de nascimento e endereço, suficientes para criar uma identidade falsa, e o preço é menor que o de uma refeição.
  • Contas pessoais e corporativas aparecem entre os itens vendidos, com e-mails a partir de US$ 1, contas Office 365 a US$ 26,50 e credenciais de redes sociais como Facebook, TikTok e Instagram com valores variados.
  • Contas de streaming são baratas, por exemplo Netflix por US$ 4,55 e Spotify por US$ 28; credenciais de exchanges de criptomoedas chegam a US$ 60 (Binance) e US$ 107,50 (Coinbase).
  • Países da região lideram entre os alvos, mas os Estados Unidos continuam como principal mercado; especialistas destacam a facilidade de uso de dados roubados para golpes e recomendam usar senhas únicas, autenticação em dois fatores e revisar extratos.

A NordVPN revelou que dados brasileiros já aparecem na dark web com frequência crescente. Em estudo anual, a empresa mapeou 75 mil anúncios em marketplaces ocultos, entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026. Documentos, contas e dados de pagamento são vendidos para uso por terceiros.

Segundo a empresa, criminosos montaram um mercado global para vender identidades digitais. Pacotes completos, chamados de fullz, reúnem CPF, data de nascimento e endereço, entre outros dados, e podem ser usados para golpes. O preço médio é baixo: cerca de US$ 40.

O levantamento, realizado em parceria com a NordStellar, analisou plataformas indexadas como BidenCash, Russian Market, Exodus Market e Styx Market, além de marketplaces não indexados e o xLeet, voltado a credenciais corporativas.

Panorama de preços e alvos

A pesquisa aponta que o Brasil é alvo, mas os EUA permanecem como destino principal para anúncios de cartões de pagamento roubados. Segundos criadores de anúncios, mais de 70% são de cartões norte-americanos. Corretores de acesso inicial concentram-se em EUA e Europa Ocidental.

Créditos pessoais têm menor custo; e-mails são vendidos por cerca de US$ 1 cada. Credenciais corporativas valem mais, com contas de Office 365 chegando a US$ 26,50 e, às vezes, associadas a contas da GoDaddy. Contas de redes sociais representam parcela significativa, com Facebook a US$ 38.

Contas de streaming aparecem baratas: Netflix por US$ 4,55, Spotify por US$ 28. Contas de redes sociais dão acesso a perfis, páginas e ferramentas de anúncios. Contas de TikTok podem chegar a US$ 60, e Snapchat a US$ 34,50.

Entre os itens de maior valor, aparecem credenciais de exchanges de criptomoedas. Binance costuma custar em média US$ 60, enquanto Coinbase fica em torno de US$ 107,50. Contas roubadas de varejo, como Amazon, chegam a US$ 50, usadas para compras com gift cards.

Proteção e orientações

Especialistas recomendam senhas únicas para cada serviço, uso de gerenciadores e autenticação em dois fatores. Limitar o compartilhamento de dados, desativar cookies desnecessários e revisar extratos ajudam a reduzir riscos. Notificações bancárias devem ficar ativas para identificação de movimentos suspeitos.

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