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Interfarma: solução de saúde é soberania, afirma presidente

Interfarma afirma que solução de saúde é soberania e cobra segurança jurídica, previsibilidade e prazos mais ágeis de patentes para ampliar acesso a tratamentos

Renato Porto defendeu que a propriedade intelectual é apenas uma etapa de um processo mais amplo e complexo - (crédito: Ed Alves - CB/DA Press)
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  • Renato Porto, presidente da Interfarma, afirmou “solução de saúde é soberania” durante o Summit sobre propriedade intelectual na saúde, realizado em 4 de maio.
  • Ele ressaltou que a propriedade intelectual é apenas uma etapa de um ciclo que vai da pesquisa clínica à entrega de tratamentos, e que é preciso resolver problemas de saúde de forma prática.
  • O uso mais eficiente do ciclo depende de segurança jurídica, previsibilidade e maior eficiência administrativa para assegurar prazos e acesso a soluções de saúde.
  • Porto destacou a importância de fortalecer o ecossistema de pesquisa clínica no Brasil, afirmando que inovar é desenvolver pessoas e que o país deve atrair estudos para formação de profissionais e avanço científico.
  • O dirigente alertou sobre riscos de priorizar apenas produção e cópia de medicamentos, criticou a proliferação de produtos de qualidade duvidosa e informou que o tempo de concessão de patentes subiu de 7,49 anos em 2024 para mais de 8 anos em 2025, defendendo a remoção de entraves para ampliar o acesso a inovações.

A frase-chave foi pronunciada durante o Summit sobre Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a saúde, realizado em 4 de maio. Renato Porto, presidente da Interfarma, afirmou que “solução de saúde é soberania” e destacou a cadeia que envolve pesquisa clínica até a entrega de tratamentos.

Segundo Porto, a propriedade intelectual é apenas uma etapa de um processo abrangente. Ele reforçou a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade e eficiência administrativa para que empresas e pacientes tenham clareza sobre prazos e acesso, mesmo diante dos desafios da inovação.

O dirigente enfatizou a importância de fortalecer o ecossistema de pesquisa clínica no Brasil, não apenas pela geração de patentes, mas pela formação de profissionais e pelo avanço científico. “Inovar é desenvolver gente”, disse, conectando inovação à capacitação de pesquisadores.

Ao falar de políticas públicas, Portos alertou para o risco de priorizar apenas produção e cópia de medicamentos. Segundo ele, é preciso induzir a inovação e a ciência como um todo, evitando a proliferação de produtos sem qualidade por falta de critérios regulatórios.

Outro ponto foram as delays na análise de patentes farmacêuticas. Dados citados por Porto indicam que o tempo de concessão subiu de 7,49 anos em 2024 para mais de 8 anos em 2025, considerado um obstáculo para o acesso a novas tecnologias.

Encerrando o discurso, o executivo comparou o ambiente de inovação a uma corrida com barreiras e defendeu a remoção de entraves já conhecidos. Ele pediu um esforço conjunto para destravar o sistema e ampliar o acesso a soluções inovadoras.

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