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Mulheres transformam passeios com cães no Rio em creche pet premium em Miami

Creche escola BFA amplia para Miami, oferecendo serviço ultr-premium para cães com diárias até US$ 210 e faturamento de US$ 200 mil nos EUA

Beatriz França e Anna Silva, sócias da Creche Escola BFA e da PETland BFA — Foto: Divulgação
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  • Criada pelas empresárias Beatriz França e Anna Silva, a Creche Escola BFA no Rio de Janeiro e a PETland BFA em Miami atuam com creche premium para cães, com vagas restritas.
  • Diárias no Brasil variam entre R$ 200 e R$ 250, com pacotes de fidelidade; nos Estados Unidos, os preços vão de US$ 70 a US$ 210, conforme o serviço.
  • Faturamento atual: Brasil, R$ 150 mil por ano; Estados Unidos, US$ 200 mil, com projeção de US$ 600 mil em 2026.
  • A operação foca em atendimento personalizado, mantendo a ocupação entre quinze e vinte e cinco cães por semana, e oferecendo serviços adicionais como transporte, treinamento e bem-estar.
  • A expansão internacional busca consolidar a unidade de Miami e digitalizar partes da experiência, sem planos imediatos de franquia, mantendo o padrão premium.

Beatriz França, de 50 anos, deixou a carreira na área de telefonia em 2015 para apostar no mercado pet. Ao lado da esposa e sócia, Anna Silva, ela criou a Creche Escola BFA no Rio de Janeiro e, mais recentemente, a PETland BFA em Miami. O modelo não foca em lotação, mas em atender com restrições de espaço e serviço personalizado.

A empresa foca em cuidar de poucos cães por vez, o que exige maior acompanhamento individual. No Brasil, o faturamento fica próximo de R$ 150 mil ao ano; nos Estados Unidos, a receita estimada é de US$ 200 mil, com projeção de aumento para US$ 600 mil em 2026, mediante diárias que podem chegar a US$ 210.

O embrião do negócio surgiu em 2014, quando a fundadora percebeu que havia espaço para oferecer mais qualidade de convivência entre cães e tutores. Inicialmente funcionou no apartamento de 47 m² em Bangu, depois houve a passagem para a casa da mãe de França, com gramado sintético, até a formalização entre 2016 e 2020.

Transformação pela pandemia

Em 2020 a dupla alugou uma sede maior no Rio, com piscina, para atender a demanda. A crise sanitária elevou a importância de rotinas estáveis para cães com ansiedade ou agressividade. Planos passaram a prever retirada e retorno dos animais para treinamento personalizado.

Entre 2020 e 2021, a operação consolidou a base de clientes de alto padrão e ampliou a capacidade para cerca de 45 cães hospedados simultaneamente, com atuação pelas próprias sócias. A clientela incluiu artistas nacionais de destaque, comprovando o apelo da proposta ultra-premium.

Estratégia de preço e serviços

A gestão brasileira trabalha com diárias entre R$ 200 e R$ 250, além de pacotes de fidelidade e contratos de seis meses para previsibilidade de caixa. Serviços exclusivos incluem acompanhamento individual durante viagens, bem como opções de transporte pet para destinos internacionais.

A internacionalização surgiu a partir de um serviço de transporte de animais. Em março de 2024 a empresária estudou o mercado americano, percebeu demanda por acolhimento com padrão brasileiro e trouxe a operação para Miami, que iniciou de forma mais simples e migrou para um resort em Miami Shores em julho de 2025.

Operação em Miami e planos futuros

A unidade em Miami oferece serviços que mesclam saúde e estilo de vida, como esteiras, natação terapêutica, suítes temáticas e até sessões de fototerapia. Os preços por lá variam: serviço standard US$ 70, premium US$ 90 e hospedagem com treinamento chega a US$ 210.

A operação no Brasil e nos EUA emprega entre 12 e 15 funcionários diretos. Ampliação para franquias permanece em segundo plano, com foco na manutenção do padrão premium. Os planos para o futuro incluem consolidar a unidade de Miami e digitalizar parte da experiência com monitoramento por câmeras.

Considerações de mercado e gestão

O grupo busca manter a exclusividade do atendimento, priorizando a personalização e a integração entre bem-estar, treino e conforto do cão. A gestão destaca a importância de manter o acolhimento como elemento central da proposta, mesmo diante de possibilidades de expansão.

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