- O ouro caiu mais de 2% na segunda-feira, com contratos de junho na Comex fechando a US$ 4.533,3 por onça-troy.
- A queda interrompeu uma sequência de duas sessões de recuperação, em meio ao avanço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries.
- O rendimento da nota de dois anos dos EUA subiu bastante, acompanhando a pressão sobre o ouro.
- O Brent chegou a ficar acima de US$ 113 o barril, após relatos sobre ataques no Oriente Médio e drones vindos do Irã.
- Os traders passaram a adiar qualquer sinal de flexibilização da política do Federal Reserve para 2027, segundo a ferramenta FedWatch.
O ouro caiu mais de 2% nesta segunda-feira (4), pressionado pela alta do petróleo e pela elevação dos rendimentos dos Treasuries. Os contratos futuros com entrega para junho na Comex fecharam em US$ 4.533,3 por onça-troy, queda de 2,39%.
A reação acompanha movimentos vistos desde o início do conflito no Irã, quando o petróleo passou a subir e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançaram. O dólar também se manteve em patamar firme frente a várias moedas.
Na negociação, o rendimento da nota de 2 anos avançou mais de 8 pontos-base por volta das 14h40; o Brent opera acima de US$ 113 o barril, sustentando a pressão sobre o mercado de energia. Houve relatos de ataques iranianos a navios militares dos EUA, posteriormente negados por autoridades norte-americanas. Em Abu Dhabi, um incêndio em área industrial de petróleo foi registrado após ataques com drones atribuídos ao Irã.
O impacto no cenário macro levou o mercado a adiar expectativas de flexibilização monetária pelo Fed para o próximo ano. A ferramenta FedWatch do CME Group aponta que o corte de política monetária está projetado para dezembro de 2027.
Mercado de energia e juros
O movimento de preço do petróleo mantém a tensão nos mercados globais. A escalada do conflito no Oriente Médio, associada a relatos de ataques e respostas diplomáticas, sustenta a volatilidade.
Entre os ativos, o ouro funciona como refúgio, mas perde fôlego com o avanço dos rendimentos e com a elevação do dólar. A incerteza sobre o ritmo de ajuste da política monetária norte-americana continua a influenciar as estratégias de investimento.
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