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Refeições em risco com guerra no Irã, diz presidente de fertilizantes

Guerra no Irã ameaça fornecimento global de fertilizantes, podendo reduzir safra e elevar preços, impactando mais os países mais pobres

Criança com prato de comida — Foto: Getty Images
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  • A guerra no Irã pode interromper o fornecimento de fertilizantes e seus ingredientes, elevando custos e reduzindo a produção agrícola global, com até 10 bilhões de refeições a menos por semana previstas.
  • Cerca de meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas no mundo, impactando especialmente Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina.
  • Países mais pobres devem sofrer mais; o Reino Unido não deve enfrentar escassez, mas os preços podem subir nos supermercados nos próximos meses.
  • A redução do uso de fertilizantes pode diminuir a produtividade de safras em até cinqüenta por cento na primeira safra em algumas culturas; África Subsaariana pode sentir quedas significativas se a crise persistir.
  • As Nações Unidas alertam para aumento da fome global, com estimativas de até 45 milhões de pessoas em fome aguda em 2026; inflação de alimentos pode subir para níveis elevados em várias regiões.

A guerra no Irã pode interromper o fornecimento global de fertilizantes, elevando custos e reduzindo a produção de alimentos. O anúncio vem do presidente de uma das maiores fabricantes de fertilizantes, a Yara, durante entrevista à BBC. A crise afeta principalmente o estreito de Ormuz, caminho estratégico de insumos.

Segundo Svein Tore Holsether, CEO da Yara, até meio milhão de toneladas de fertilizantes nitrogenados deixam de ser produzidas mundialmente. Ele estima que isso pode resultar em até 10 bilhões de refeições a menos por semana. A Europa foi chamada a considerar impactos para os vulneráveis.

Holsether alerta para a possibilidade de aumento de preços de alimentos, com efeitos mais severos em países em desenvolvimento. Embora o Reino Unido não deva enfrentar escassez imediata, custos mais altos podem chegar aos supermercados nos próximos meses.

O executivo aponta que a demanda por fertilizantes é global e que o canal de distribuição está sujeito a variações rápidas. Destinos com maior sensibilidade seriam Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina, onde o impacto seria mais imediato.

A África Subsariana pode enfrentar quedas de produção mais expressivas, segundo Holsether, caso a crise se prolongue. O momento do plantio varia por região, o que complica a previsibilidade de impactos em safras específicas.

Especialistas ressaltam que efeitos na Ásia podem demorar a aparecer nos preços, dependendo de safras futuras. Alguns países teriam fertilizantes suficientes no curto prazo, mas a crise pode reduzir safras como arroz nos meses seguintes.

A ONU estima que o conflito poderia levar 45 milhões de pessoas a mais à fome aguda em 2026, com aumento significativo da insegurança alimentar na Ásia e no Pacífico. Analistas destacam que ainda não há consenso sobre prazos e magnitudes.

Distribuição de fertilizantes já é vulnerável: uma parcela relevante do insumo passa pelo estreito de Ormuz. Economistas ressaltam que, sem ajuste de preços, produtores não cobrem custos crescentes com energia, diesel e insumos.

Este texto foi traduzido e revisado com apoio de IA, como parte de um projeto piloto. Fontes citadas incluem a Yara e análises de especialistas em segurança alimentar e economia global.

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