- Renato Porto, presidente da Interfarma, afirmou que patentes são infraestrutura de desenvolvimento, abertura de um summit promovido pelo Correio.
- Ele destacou que a lei de propriedade industrial ajudou o Brasil a entrar no mapa global da inovação e pediu que o debate vá além do reconhecimento histórico.
- O dirigente apontou riscos de estagnação do modelo, com distorções, atrasos crônicos e insegurança jurídica que prejudicam negócios e pacientes.
- Citou uso de licenças compulsórias como ferramenta de política pública, defendendo que deve ocorrer de forma excepcional para não afastar investimento e inovação.
- Também sinalizou que proteção intelectual mais fraca pode ampliar pirataria e falsificação, ligando o tema à segurança sanitária, e pediu decisões estruturais para a evolução da lei.
Patentes não são privilégios, dizem que são infraestrutura para o desenvolvimento. O presidente da Interfarma, Renato Porto, abriu o Summit promovido pelo Correio Braziliense nesta segunda-feira (4/5) para debater propriedade intelectual na saúde.
Porto revisou a trajetória da lei de propriedade industrial e afirmou que o Brasil avançou no mapa global da inovação. A pergunta atual, segundo ele, não é se a lei foi importante, e sim se o país encara a inovação como estratégia ou como problema.
Para ele, o principal risco hoje é a estagnação do modelo, com distorções, atrasos e insegurança jurídica. A afirmação é de que atrasos do Estado penalizam tanto o ambiente de negócios quanto os pacientes.
Contexto do evento
O presidente da Interfarma criticou o uso recorrente de licenças compulsórias como política pública. Segundo ele, esse instrumento deve ser excepcional, pois o seu uso amplo assusta investimento e reduz inovação.
Outra constatação aponta que fragilidade na proteção intelectual pode elevar práticas ilegais, como pirataria e falsificação, que afetam a segurança sanitária.
Para encerrar, Porto reforçou a necessidade de decisões estruturais: previsibilidade, investimento e reforma da lei de propriedade industrial. Aos 30 anos, ele disse que o Brasil precisa evoluir para não ficar preso ao passado.
O Summit contou com a parceria entre o Correio Braziliense e a Interfarma, reunindo especialistas para debater saúde pública e desenvolvimento tecnológico.
Entre na conversa da comunidade