- A indústria alemã ficou para trás em setores como painéis solares, semicondutores e automóveis, mas as PMEs mantêm boa parte da vantagem competitiva.
- Mais de 99% das empresas alemãs são pequenas ou médias, e metade do valor agregado do país vem desse grupo.
- Exemplos de campeões ocultos incluem Zeiss e Ottobock, que combinam inovação, qualidade e relação próxima com clientes para atuar globalmente.
- Líderes de PMEs apontam vantagens como educação profissional, technical expertise e adaptabilidade, além de manter foco de longo prazo.
- Para manter o ritmo, especialistas cobram reformas estruturais, investimentos em infraestrutura, energia competitiva e cadeias de suprimento estáveis.
A indústria alemã enfrenta dificuldades em setores como painéis solares, semicondutores e automóveis, mas as pequenas e médias empresas (PMEs) mantêm o polo vivo. Relatório indica que o peso desses campeões invisíveis ajuda a sustentar a terceira maior economia global, mesmo diante de concorrência externa.
Especialistas afirmam que a força está na concentração de PMEs. Mais de 99% das empresas na Alemanha são pequenas ou médias, respondendo por cerca de metade do valor agregado líquido do país, diz Bastian Pophal, da MIT. O desempenho não depende apenas de gigantes.
Zonas de atuação e visão de futuro mostram o que sustenta esse modelo. Segundo Maximilian Flaig, da DMB, o Mittelstand combina educação profissionalizante, tecnologia de ponta, confiabilidade e adaptabilidade, com uma filosofia de longo prazo.
Campeões ocultos da economia alemã
Para o empresário Martin Herrenknecht, fundador da Herrenknecht AG, inovação e qualidade guiam a atuação das PMEs, que mantêm relação próxima com clientes. Ele cita soluções de perfuração de túneis usadas em metrôs de grandes cidades como exemplo de serviço sob medida.
A Ottobock, líder global em próteses e órteses, destaca a capacidade de adaptar serviços a mercados e demandas regulatórias diversas. A porta-voz Merle Florstedt aponta treinamento sólido, inovação e agilidade para enfrentar mudanças.
Apesar do otimismo, a pressão internacional persiste. Inovações alemãs, como formatos de áudio MP3 e trens Maglev, mantêm relevância, mas os recursos tendem a migrar para outros mercados, especialmente a Ásia.
O que pode mudar
Líderes defendem reformas estruturais para sustentar o desempenho no longo prazo, com investimentos em infraestrutura, ferrovias, rodovias e digitalização. Também destacam a necessidade de energia competitiva, cadeias de suprimentos estáveis e segurança de investimento.
Para manter a competitividade externa, especialistas apontam que o segredo está na velocidade de inovação e na adaptação rápida a diferentes mercados. A visão é de continuidade no papel central das PMEs na economia alemã.
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