- A Meta vai monitorar mouse, cliques e digitação de funcionários nos EUA, segundo Mark Zuckerberg.
- O objetivo não é medir produtividade, e sim usar os dados para treinar modelos de inteligência artificial.
- O projeto interno, batizado de Model Capability Initiative (MCI), funciona em segundo plano e pode capturar imagens do conteúdo das telas.
- Durante a mesma reunião, a empresa sinalizou uma rodada de demissões de cerca de 10% do quadro no próximo mês.
- Zuckerberg disse que as demissões não são apenas por IA, mas reconheceu que a tecnologia pode tornar equipes menores mais eficientes.
Mark Zuckerberg confirmou, em uma reunião interna, que a Meta passa a rastrear movimentos de mouse, cliques e a digitação de funcionários nos Estados Unidos. O objetivo declarado é usar esses dados para treinar modelos de inteligência artificial, não apenas medir produtividade.
A ação envolve engenheiros e desenvolvedores que trabalham com softwares da empresa. Dados de uso são coletados em segundo plano, durante atividades profissionais, com eventual captura de imagens de conteúdos exibidos nas telas dos colaboradores. A iniciativa é apresentada como vantagem competitiva pela companhia.
Segundo o jornal The Information, a Meta justifica a coleta pela alta qualificação de seus funcionários em comparação com trabalhadores terceirizados usados para rotular dados. A empresa afirma que o comportamento interno ajuda a aperfeiçoar a IA desenvolvida internamente.
O projeto recebeu o código interno Model Capability Initiative, ou MCI. A ferramenta opera sem interromper atividades, buscando dados comportamentais que contribuam para o treinamento de agentes de IA mais eficientes e sofisticados.
Paralelamente, a Meta sinalizou, na mesma reunião, a existência de uma nova rodada de demissões. A diretora de recursos humanos, Janelle Gale, informou planos de reduzir cerca de 10% do quadro já no próximo mês, com estabilidade não garantida aos demais.
Zuckerberg rebateu a ideia de que as demissões estejam diretamente ligadas à automação por IA, destacando que a IA não é o fator primário das dispensas. Ainda assim, o executivo reconheceu que a tecnologia pode tornar equipes menores mais produtivas.
Em meio a esse cenário, analistas observam que a Meta busca equilibrar investimentos em IA com custos operacionais. A companhia enfrenta competição acirrada e mudanças nas prioridades de mercado, o que influencia decisões de quadro de colaboradores e projetos internos.
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