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Alta do diesel e da gasolina pela guerra pressiona empresas de serviços em solo

Alta de diesel e gasolina, impulsionada pela guerra, aumenta custos de operações em solo nos aeroportos em até 5,9%

Empresas de serviço de solo: Estimativas chegam a uma alta de 5,9% nos gastos com combustível
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  • A ABESATA informou que o aumento dos preços do diesel e da gasolina pode elevar os custos das operações em solo nos aeroportos brasileiros em até 5,9%.
  • O diesel registrou alta entre 12% e 39%, enquanto a gasolina subiu em média cerca de 5,5%.
  • Os combustíveis são usados em atividades como pushback/reboque de aeronaves, transporte de passageiros e tripulação, GPU, limpeza, desinfecção, retirada de dejetos, fornecimento de água e manuseio de bagagens.
  • A alta de custos ocorre junto com a possível mudança na escala de trabalho, o que pode elevar gastos com pessoal em cerca de 20%.
  • A ABESATA destaca que há debate no Congresso sobre a escala de trabalho e que o diesel tem recebido menos atenção do que o querosene de aviação.

A elevação recente dos preços do óleo diesel e da gasolina, impulsionada por fatores externos e pela instabilidade no mercado petróleo, afeta diretamente os custos das operações de serviço em solo em aeroportos brasileiros. A ABESATA alerta sobre o peso dessas variações para o setor. O órgão representa as principais empresas do segmento.

Segundo a ABESATA, o impacto pode chegar a 5,9% dos gastos operacionais com combustível. No Brasil, o diesel subiu entre 12% e 39% nos aeroportos, enquanto a gasolina teve alta média de cerca de 5,5%. Os ajustes variam conforme operação do aeroporto e contrato.

Operações em solo dependem de diesel e gasolina para movimentação de aeronaves, transporte de equipes, alimentação de energia e limpeza. Serviços como pushback, reboque, desinfecção e carregamento de bagagens são sensíveis a essas variações de preço.

A alta de custos ocorre em meio a discussões políticas sobre a escala de trabalho no setor. A ABESATA aponta que mudanças nesse aspecto podem elevar os gastos com pessoal em aproximadamente 20%, ampliando o efeito financeiro já em curso.

O presidente da ABESATA destaca que há estudos sobre apoio ao ajuste do querosene de aviação, mas o impacto do diesel tem recebido menos atenção. A entidade reforça a necessidade de monitorar o cenário para evitar impactos no funcionamento dos aeroportos.

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